JUSTIÇA REVERTE DECISÃO

STF restabelece prisão de Mancha por tráfico e organização criminosa

Foto de Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha.
Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha. — Foto: Reprodução/TV Globo

Ministro Edson Fachin, do STF, atende pedido da PGR e determina que traficante Douglas de Azevedo Carvalho, o Mancha, permaneça preso preventivamente. Investigado responde por crimes de extrema gravidade, incluindo tráfico transnacional e lavagem de dinheiro.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu nesta segunda-feira, 06/07/2026, a prisão preventiva do traficante Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como "Mancha". A decisão derruba a medida cautelar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia substituído a prisão por outras medidas, como o uso de tornozeleira eletrônica, e impacta diretamente a liberdade do indivíduo em processos que envolvem crimes de extrema gravidade.

Ao acolher um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Fachin argumentou que a manutenção da prisão é crucial para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, considerando o histórico e a complexidade das acusações. A decisão visa proteger a sociedade de indivíduos apontados como líderes de organizações criminosas.

Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha. — Foto: Reprodução/TV Globo

Douglas de Azevedo Carvalho foi detido em 15 de março de 2026, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após meses em fuga da justiça brasileira. Dois dias depois, ele retornou ao Brasil em uma aeronave da Polícia Federal e foi levado ao sistema prisional de Minas Gerais.

A reviravolta ocorreu após o STJ ter determinado, na semana passada, a substituição de sua prisão preventiva por medidas cautelares. Contudo, antes que Mancha fosse liberado, a Justiça de Minas Gerais expediu uma prisão temporária de 30 dias no contexto de uma investigação sobre o homicídio de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues.

Na fundamentação de sua liminar, o ministro Fachin ressaltou que o investigado responde por crimes de alta periculosidade, incluindo organização criminosa armada com atuação de comando, lavagem de capitais, tráfico transnacional de drogas e homicídio qualificado. Essa determinação de Fachin assegura que Douglas permaneça encarcerado tanto nos processos relacionados ao tráfico e à organização criminosa, quanto na investigação de homicídio.

O parecer da PGR, que embasou a decisão, aponta Douglas como fundador e líder da organização criminosa Tropa do Douglas (TDD). Este grupo é dedicado ao tráfico interestadual e transnacional de drogas e, segundo as investigações, possui ligações operacionais com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Adicionalmente, foi destacado que Douglas já desrespeitou medidas cautelares anteriormente, rompendo uma tornozeleira eletrônica e fugindo para a Bolívia, o que reforça a necessidade da prisão.

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