BASTIDORES DA JUSTIÇA

STF expõe tentativas de Daniel Vorcaro de agir nos bastidores antes de operação da Polícia Federal

STF expõe tentativas de Daniel Vorcaro de agir nos bastidores antes de operação da Polícia Federal

Relatório do STF detalha como ex-banqueiro buscou influenciar chefes da PF e PGR, além de ter acesso prévio a informações sigilosas sobre investigações do Banco Master.

{"blocks":[{"key":"12345","text":"O ex-banqueiro Daniel Vorcaro tentou contatar os chefes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) pouco antes de ser alvo de uma operação policial. A informação, divulgada nesta terça-feira (16) pelo ministro do STF, André Mendonça, consta em relatório preliminar que aponta o acesso antecipado do ex-banqueiro a informações sobre o avanço de investigações envolvendo o Banco Master. Vorcaro buscou, com isso, influenciar agentes públicos para evitar medidas contra si.","type":"unstyled"},{"key":"67890","text":"Segundo a apuração, o ex-banqueiro foi alertado por contatos no Banco Central sobre a pressão exercida pela PF e pelo Ministério Público contra a instituição financeira antes da Operação Compliance Zero. Informações sobre o andamento das investigações, que poderiam comprometer sua situação, teriam sido compartilhadas por fontes internas.","type":"unstyled"},{"key":"abcde","text":"O relatório também indica que, desde julho de 2025, Vorcaro acompanhava sistematicamente procedimentos que poderiam expor fraudes investigadas no Banco Master. Investigadores apontam que ele obteve acesso à Notícia de Fato que originou a Operação Compliance Zero, utilizando os dados para monitorar as autoridades envolvidas.","type":"unstyled"},{"key":"fghij","text":"Entre os materiais analisados pela investigação estão anotações encontradas no celular do ex-banqueiro. Em uma delas, registrada antes de sua primeira prisão em novembro de 2025, Vorcaro pedia a um interlocutor que reforçasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que subordinados das instituições não realizassem ações que pudessem comprometer sua situação.","type":"unstyled"},{"key":"klmno","text":"A investigação sustenta que a influência de Vorcaro alcançou integrantes do Banco Central. Conforme o relatório, ele soube de uma reunião sigilosa entre representantes da PF e do Banco Central para discutir as apurações contra o Banco Master. Quatro dias após o encontro, o ex-banqueiro registrou os nomes dos policiais federais presentes na reunião e de três procuradores da República que sequer participaram do ato. Posteriormente, ele planejou uma viagem a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de encontrar o interlocutor responsável por repassar informações reservadas.","type":"unstyled"},{"key":"pqrst","text":"Outro ponto destacado pela PF é que Vorcaro possuía informações detalhadas sobre a tramitação do processo judicial. Segundo o relatório, ele sabia previamente qual vara seria responsável pelo caso e conhecia a identidade do magistrado encarregado de analisar o pedido de medidas cautelares.","type":"unstyled"},{"key":"uvwxy","text":"Ao ser questionado pela delegada Janaína Palazzo sobre a origem desses dados, Vorcaro alegou ter tomado conhecimento das informações após publicações na imprensa. Essa versão é contestada pelos investigadores, que, com base em mensagens obtidas durante a apuração, indicam que o próprio ex-banqueiro repassou informações ao jornalista responsável pela publicação. Capturas de tela anexadas à petição mostram transferências de dinheiro feitas por Vorcaro ao profissional para a divulgação de conteúdos de seu interesse.","type":"unstyled"}]}

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