INVESTIGAÇÃO POR DESVIO

STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas parlamentares

Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro em evento político em Belo Horizonte
Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte em 2 de junho de 2026

O ministro Flávio Dino determinou o confisco após suspeita de uso de cota informal. O ex-deputado pretende disputar vaga por MG nas próximas eleições.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A medida, tomada em 6 de julho de 2026 e tornada pública neste domingo, 12/07/2026, visa resguardar o patrimônio público diante de indícios de irregularidades no direcionamento de recursos parlamentares.

A investigação aponta que Eduardo Cunha teria utilizado sua influência para destinar verbas de forma ilícita, valendo-se de uma estrutura paralela. A decisão judicial destaca a atuação da servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que teria facilitado a operacionalização dos recursos, burlando os mecanismos de transparência da Câmara dos Deputados.

O ministro Flávio Dino pontuou que a prática de indicar emendas é prerrogativa exclusiva de parlamentares em exercício, o que não se aplica ao ex-deputado. Segundo o magistrado, o esquema envolvia ao menos 21 emendas, totalizando R$ 6,15 milhões, cujas indicações teriam sido forjadas para esconder a verdadeira origem da solicitação.

Apesar da gravidade das acusações, Eduardo Cunha mantém planos de retomar a vida pública. Em 2026, o político anunciou sua pré-candidatura a deputado federal por Minas Gerais, justificando a escolha pelo estado como uma "síntese do Brasil". A investida eleitoral ocorre após tentativas frustradas em pleitos anteriores, incluindo a disputa por São Paulo em 2022, onde não obteve sucesso nas urnas.

Esta decisão do STF é cautelar e ainda cabe recurso pelas vias judiciais pertinentes. A defesa de Eduardo Cunha não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

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