XADREZ ELEITORAL

STF altera jogo e União-PP pode apoiar Flávio Bolsonaro

Davi Alcolumbre, Presidente do Senado, em retrato oficial.
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Foto: Carlos Maoura/Agência Senado

Rejeição de Jorge Messias ao Supremo afasta Davi Alcolumbre do governo Lula e aproxima federação do PL para a disputa presidencial.

Lideranças da federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) sinalizam, nesta sexta-feira, 01 de maio de 2026, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não deverá mais barrar um eventual apoio formal do grupo à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Esta mudança de postura surge como uma resposta política à recente rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, um revés para o governo Lula que agora reconfigura as alianças para as eleições de 2026 e impacta diretamente a dinâmica de poder no Congresso.

Caciques de União Brasil e Progressistas avaliam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não entrará em confronto direto com o presidente Lula após o Supremo Tribunal Federal barrar a indicação de Jorge Messias. Essa leitura, conforme apuração da Folha de S. Paulo, aponta para um importante distanciamento entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto, impulsionando um cenário mais favorável para uma aliança entre a federação e o PL em 2026.

A percepção crescente entre interlocutores é que o senador Davi Alcolumbre não dificultará o apoio formal de União Brasil e Progressistas à candidatura de Flávio Bolsonaro. Este movimento, com potencial de redefinir as forças políticas e impactar diretamente a governabilidade, ganha força nos bastidores do poder, embora publicamente a federação mantenha um discurso de cautela.

Federação mantém cautela no discurso

Publicamente, União Brasil e PP afirmam que ainda avaliam o comportamento político de Flávio Bolsonaro antes de definir um apoio oficial. Além disso, dirigentes dizem esperar sinais de moderação por parte do senador. Contudo, nos bastidores, a percepção é outra: integrantes da federação consideram a decisão pela coligação praticamente encaminhada, demonstrando que o resultado desta articulação política pode moldar a representação dos cidadãos e a governabilidade do país nos próximos anos.

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