MERCADO DE COMMODITIES

Soja recua na Bolsa de Chicago enquanto mercado aguarda relatório do USDA

Painel de cotações de commodities na Bolsa de Chicago.
Traders operam na Bolsa de Chicago em meio a expectativas sobre safra nos Estados Unidos.

Investidores ajustam posições antes da divulgação oficial de oferta e demanda pelos Estados Unidos, pressionando os preços da oleaginosa.

O mercado global de grãos registrou um movimento de cautela nesta quinta-feira, 09/07/2026, com o contrato futuro da soja para novembro encerrando o pregão na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,81 por bushel, uma retração de 0,90%. A decisão dos investidores de realizar lucros reflete a expectativa pela divulgação do relatório de Oferta e Demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), programado para esta sexta-feira, 10/07/2026, às 13h (horário de Brasília).

Apesar do anúncio de que a China adquiriu 136 mil toneladas de soja da safra 2026/27 e outros compradores não revelados levaram 120 mil toneladas, segundo dados do USDA, a pressão vendedora prevaleceu. A Agrinvest aponta que a melhora nas condições climáticas no cinturão agrícola dos Estados Unidos trouxe alívio aos produtores, reduzindo o prêmio de risco sobre a safra. Embora o clima continue sendo um fator monitorado, a perspectiva de chuvas e temperaturas amenas, destacada por especialistas como Arlan Suderman, da StoneX, tem favorecido o otimismo quanto à produtividade no Meio-Oeste.

No setor de milho, a tendência foi semelhante, com o contrato para dezembro fechando em queda de 0,93%, cotado a US$ 4,56 por bushel. O foco do mercado permanece na fase crítica de polinização da lavoura. Em contraste, o trigo destoou do movimento geral e encerrou o dia em alta de 1,97%, atingindo US$ 6,19 por bushel. Conforme o boletim Grain Market Insider, da Stewart-Peterson, a valorização do cereal reflete preocupações persistentes com os estoques norte-americanos e a influência positiva das bolsas europeias.

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