SUPERAÇÃO E DIGNIDADE
Sobrevivente de feminicídio em Ribeirão Preto narra superação após dez anos
Miriam Maria da Silva, que sofreu 17 facadas do ex-companheiro, hoje promove a reflexão sobre a responsabilidade do agressor e a importância do acolhimento.
Miriam Maria da Silva transformou a dor de um atentado em um símbolo de resistência ao falar abertamente sobre sua trajetória de sobrevivência. Em julho de 2016, a merendeira escolar foi vítima de 17 facadas desferidas por seu ex-companheiro em Ribeirão Preto (SP), episódio que resultou em uma semana de internação e cicatrizes profundas, tanto físicas quanto emocionais. A agressão ocorreu após um período de três meses de ameaças constantes, mesmo após a separação. Miriam relata que os sinais de violência doméstica — que culminaram na tentativa de feminicídio — estavam presentes em discussões, gritos e comportamentos controladores, os quais ela hoje consegue identificar como alertas cruciais para outras mulheres. O caso, que teve desfecho com a prisão do agressor com base na Lei Maria da Penha, marcou o início de uma longa jornada de reconstrução. Através de suporte psicológico, psiquiátrico e apoio familiar, Miriam compreendeu que a culpa pelo crime nunca foi sua. “Eu não posso me responsabilizar pelo erro do outro. Cada um carrega o que é seu”, desabafa a sobrevivente, que hoje dedica parte do seu tempo a apoiar outras vítimas. A merendeira enfatiza que a violência contra a mulher não deve ser tolerada desde a primeira agressão, seja ela verbal ou física. Dez anos após os eventos que tentaram interromper sua história, Miriam reafirma sua força e resiliência, definindo-se não apenas pelo trauma que enfrentou, mas pela capacidade de recomeçar sua vida com dignidade e autonomia.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário