SAÚDE CRIA MAIS EMPREGOS

Setor de saúde no Brasil atinge marco inédito com mais de 3,3 milhões de empregos formais

Analista e microbiologista em laboratório
Análise laboratorial no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF).

Em maio de 2026, o setor registrou 3.308.761 trabalhadores celetistas, um recorde histórico impulsionado pela geração de novas vagas em todas as regiões do país. Mulheres e jovens se destacam na expansão.

O setor da saúde brasileiro alcançou um feito inédito ao ultrapassar a marca de 3,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Em maio de 2026, o país registrou 3.308.761 empregos formais na área da saúde, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este número representa um novo recorde histórico para o segmento.

Comparado a maio de 2025, quando o setor contava com 3.177.502 vínculos formais, houve um acréscimo de 131.259 trabalhadores, o que se traduz em um crescimento de 4,13% no estoque de empregos formais. A expansão reflete a resiliência e a importância estratégica do setor para a economia nacional.

Somente em maio de 2026, foram criados 14.474 novos postos de trabalho. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o saldo positivo alcançou 74.284 empregos formais. Esse desempenho é notavelmente próximo ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram geradas 77.184 vagas, indicando uma variação de apenas 3,76%.

Breno de Figueiredo Monteiro, presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), destacou a relevância desses números. "A geração consistente de empregos demonstra que a saúde continua exercendo um papel estratégico para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Além de garantir assistência à população, o setor impulsiona a criação de oportunidades de trabalho qualificado em todas as regiões do país. Esses resultados reforçam a importância de um ambiente regulatório estável e de políticas públicas que favoreçam os investimentos e a expansão da assistência em saúde", declarou.

Os dados do Novo Caged sublinham a capacidade do setor da saúde de manter uma trajetória robusta de geração de empregos formais, mesmo em um cenário econômico desafiador. A CNSaúde reforça que a manutenção de um ambiente regulatório estável, com segurança jurídica e políticas públicas que estimulem investimentos, é crucial para que os estabelecimentos de saúde ampliem sua capacidade de atendimento e continuem a contribuir para o desenvolvimento do país.

Embora o saldo de empregos em maio de 2026 tenha sido ligeiramente inferior ao de maio de 2025 (quando foram criadas 14.713 vagas), o desempenho permanece em patamares historicamente elevados. Para contextualizar, em maio de 2024 o saldo foi de 15.847 empregos, em 2023 de 12.891 e em 2022 de 10.057, evidenciando uma tendência de crescimento sustentado.

Um aspecto notável na geração de empregos é o perfil dos beneficiados. As mulheres continuam sendo as principais impulsionadoras dessa expansão. Das 74.284 vagas abertas entre janeiro e maio de 2026, 64.307 foram ocupadas por mulheres, representando aproximadamente 87% do saldo positivo do período. Essa inclusão fortalece a dignidade e a autonomia feminina no mercado de trabalho.

A faixa etária entre 18 e 24 anos concentrou a maior parte das novas vagas, com 32.108 postos, seguida pelos trabalhadores de 25 a 29 anos (12.612) e de 30 a 39 anos (12.279). Houve também um saldo positivo de 7.663 empregos para trabalhadores com até 17 anos, demonstrando a capacidade do setor em absorver aprendizes e jovens talentos em início de carreira.

No que diz respeito à escolaridade, o ensino médio completo foi o que mais se beneficiou, com 54.977 novos empregos acumulados no ano. Profissionais com ensino superior completo também apresentaram crescimento expressivo, respondendo por 15.414 vagas.

Expansão em todas as regiões do país

A expansão do emprego no setor da saúde foi distribuída por todas as regiões do Brasil. O Sudeste liderou o movimento, com a criação de 35.316 novos postos de trabalho. Em seguida, vieram o Nordeste (16.466), o Centro-Oeste (9.989), o Sul (9.919) e o Norte (2.502), indicando um desenvolvimento mais equitativo.

A análise por unidades da Federação confirma essa tendência. São Paulo se manteve na liderança nacional, com 21.167 vagas criadas. Minas Gerais (9.322) e Bahia (5.650) também registraram desempenho expressivo. Outros estados com crescimento notável foram Rio Grande do Sul (3.639), Pernambuco (3.611), Paraná (3.603), Goiás (3.483) e Distrito Federal (3.372), consolidando a importância do setor para a geração de trabalho e renda em âmbito nacional.

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