ALERTA NACIONAL JÁ

Senado aprova sistema de alerta para desaparecidos no Brasil

Celular exibindo um ícone de alerta de busca de pessoas desaparecidas com mapa ao fundo.
Representação gráfica de alerta de celular para pessoas desaparecidas.

Proposta da CCT do Senado cria o "Alerta Pri" e obriga envio para celulares, portos e aeroportos, buscando localizar 84.760 pessoas que sumiram em 2025.

Um novo sistema de alerta imediato para celulares, desenhado para localizar pessoas desaparecidas em todo o Brasil, recebeu aprovação crucial da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026. A medida, que abrangerá crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, emerge como um farol de esperança para milhares de famílias, oferecendo uma ferramenta tecnológica vital para combater o drama da incerteza.

O projeto de lei obriga as operadoras de telefonia a dispararem mensagens gratuitas para usuários localizados na região onde um desaparecimento for registrado. Além dos dispositivos móveis, os alertas também alcançarão portos, aeroportos, a Polícia Rodoviária Federal e empresas de transporte interestadual e internacional, ampliando exponencialmente as chances de rastreamento e retorno seguro.

O PL 3.543/2025, de autoria do ex-deputado Delegado Francischini, contou com a relatoria do senador Izalci Lucas (PL-DF) e teve seu parecer apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O texto segue agora para a Comissão de Direitos Humanos (CDH), onde passará por nova análise, indicando que ainda não é definitivo e pode sofrer alterações antes de sua promulgação.

Batizado de "Alerta Pri", o sistema faz uma homenagem tocante a Priscila Belfort, cujo desaparecimento em 2004, no Rio de Janeiro, gerou grande repercussão e até hoje permanece sem elucidação. A memória de Priscila, e de tantos outros que sumiram sem deixar vestígios, impulsiona a urgência desta legislação.

A proposta não apenas cria um novo mecanismo, mas também promove alterações substanciais em legislações já existentes, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Estatuto do Idoso e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Com essas mudanças, o envio dos alertas e o início imediato das investigações após a notificação do desaparecimento se tornam procedimentos obrigatórios, eliminando burocracias e garantindo agilidade em momentos críticos.

Ainda, o projeto expande a Lei de Busca de Pessoas Desaparecidas, integrando operadoras de telefonia e plataformas digitais – como redes sociais e aplicativos de mensagens – como canais essenciais para a divulgação de informações. Esta abrangência reflete a realidade da comunicação moderna e maximiza o alcance dos avisos.

O relator, senador Izalci Lucas, destacou que o projeto se inspira no renomado modelo internacional Amber Alert, mas o aprimora ao torná-lo obrigatório por lei no Brasil, garantindo uma aplicação mais vasta e eficiente. A relevância da iniciativa é sublinhada por dados alarmantes: o país registrou 84.760 desaparecimentos em 2025, dos quais aproximadamente 24 mil envolveram crianças e adolescentes.

A expectativa é que a implementação não gere grandes impactos financeiros para o setor de telecomunicações, uma vez que as operadoras já dispõem da infraestrutura necessária para o envio de mensagens em massa. Com a aprovação final, o "Alerta Pri" poderá transformar a luta contra o desaparecimento, transformando o desespero em ação e, para muitas famílias, a ausência em reencontro.

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