RIO SE RECUPERA

Semurb Inicia Proteção Vital do Rio Doce em Natal

Semurb Inicia Proteção Vital do Rio Doce em Natal

Ação fundamental contra degradação ambiental nas margens; remoção de entulhos e estruturas irregulares começou em 15 de maio de 2026.

A proteção ambiental do Rio Doce, na Zona Norte de Natal, ganhou reforço significativo com o início das operações de desocupação e recuperação das margens do rio. Na manhã de 15 de maio de 2026, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) promoveu a demolição de quatro estruturas irregulares e a retirada de entulhos, em uma iniciativa essencial para preservar uma Área de Preservação Permanente (APP) e assegurar o futuro ecológico da região, vital para a dignidade e bem-estar da população. Durante a intervenção, a Fiscalização Urbanística da Semurb identificou que as quatro edificações eram inacabadas e estavam desabitadas. Uma delas possuía cobertura, mas sem ligações de água ou energia elétrica e sem qualquer indício de ocupação. As demais consistiam em um canteiro, um barraco improvisado e uma construção ainda no baldrame. A ação, que contou com o apoio da Guarda Municipal (GMN) e da Companhia de Limpeza Urbana (Urbana), resultou na remoção de 12 caçambas de entulho, cada uma com capacidade de 18 metros cúbicos, totalizando uma vasta quantidade de resíduos que impactava diretamente o ecossistema. A área limpa, localizada na comunidade da África, em Pajuçara, é classificada como Área de Preservação Permanente (APP) pelo Código Florestal Brasileiro. Essa legislação estabelece uma faixa mínima de 30 metros de proteção para rios com até 10 metros de largura, reconhecendo a importância crucial dessas áreas para a saúde ambiental e hídrica. A necessidade de intervenção no local foi identificada após uma vistoria da Seharpe, realizada em maio de 2026, que constatou não apenas construções iniciadas e abandonadas, mas também um grande acúmulo de Resíduos da Construção Civil (RCC). Essa situação levou o órgão a acionar a Semurb para conter o avanço da degradação, que ameaçava o equilíbrio natural do Rio Doce. A proteção das APPs é fundamental para a vida na cidade. Elas garantem a qualidade da água que consumimos, atuam na prevenção de processos erosivos que podem levar a desastres naturais, preservam a fauna e a flora locais e asseguram que o Rio Doce continue desempenhando suas funções ecológicas e sociais essenciais. Manter a integridade dessas áreas é um compromisso com as futuras gerações, permitindo que todos desfrutem de um ambiente saudável e equilibrado. Conforme explicou Rana Santos, supervisor-geral de Fiscalização Urbanística da Semurb, a recente operação é apenas a primeira etapa de um planejamento maior para desocupar completamente a faixa de preservação. Esta faixa crítica se estende entre as avenidas Conselheiro Tristão e Dr. João Medeiros Filho, abrangendo os bairros de Pajuçara e Redinha. Há um processo em andamento para a remoção de cerca de 65 ocupações, que serão demolidas gradualmente, assegurando que os ocupantes recebam o devido atendimento dos órgãos responsáveis, demonstrando um esforço conjunto para uma transição justa e ambientalmente consciente. A preservação das margens do Rio Doce, mais do que uma obrigação legal, representa um compromisso coletivo com o futuro ambiental de Natal. Manter a integridade das APPs é essencial para que as áreas naturais continuem exercendo suas funções vitais para toda a população, proporcionando qualidade de vida e um legado de sustentabilidade. "É um trabalho técnico, contínuo e muitas vezes silencioso, mas indispensável para que Natal cresça de forma ordenada e sustentável, zelando pelo seu patrimônio natural e pelo bem-estar de seus cidadãos", ressalta Thiago Mesquita, secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, reforçando a importância da persistência e da visão de longo prazo nesta missão ambiental.

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