MEGAOPERAÇÃO POLICIAL

Segurança mobiliza 200 policiais para cirurgia de Fuminho

Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho
Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho

Aliado de Marcola recebe alta em Brasília após procedimento eletivo; risco de resgate exigiu esquema sem precedentes.

Autoridades federais e distritais de segurança mobilizaram um megaesquema com mais de 200 policiais em Brasília para acompanhar a cirurgia de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, um dos principais aliados de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Fuminho passou pelo procedimento eletivo por questões de saúde no domingo, 17 de maio de 2026, no Hospital Santa Luzia, recebendo alta na segunda-feira, 18 de maio de 2026. A operação de alta complexidade sublinha os desafios enfrentados pelo Estado para garantir a segurança pública, mesmo em procedimentos médicos de rotina para detentos de grande influência no crime organizado.

A investigação apurou que a complexa operação envolveu a participação de forças federais e distritais, com responsabilidades divididas entre escolta do detento, segurança externa do hospital e monitoramento rigoroso durante todo o período fora da unidade prisional federal.

Fontes ligadas à operação confirmaram que o procedimento médico era eletivo, ou seja, previamente agendado, e essencial para a saúde do detento, não estando relacionado a nenhuma emergência ou complicação surgida durante seu período de custódia.

Mesmo não integrando a chamada “sintonia final”, o alto escalão do PCC, Fuminho é considerado por investigadores como um dos criminosos mais influentes vinculados à facção, sendo visto como figura de extrema confiança de Marcola.

Por muitos anos, autoridades o apontaram como o mentor por trás da estrutura internacional de tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital.

Investigadores detalham que Fuminho desempenhava um papel crucial na logística do envio de cocaína para fora do Brasil e na alimentação de organizações criminosas aliadas ao PCC.

Seu nome também emergiu em diversas investigações relacionadas a planos de fuga e no suporte operacional a outras lideranças da facção criminosa.

Em 2018, a Polícia Civil do Ceará o identificou como o mentor dos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mangue, e de Fabiano Alves de Souza, o Paca. Ambos eram integrantes do próprio PCC, executados em meio a complexas disputas internas na organização criminosa.

No mesmo período, Fuminho também esteve sob investigação pela suspeita de envolvimento em um novo plano de resgate de Marcola, evidenciando sua importância estratégica para a facção.

A incontestável relevância de Fuminho no cenário do crime organizado o colocou na seleta lista dos criminosos mais procurados do país, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Atualmente, ele responde por uma série de crimes graves, incluindo tráfico internacional de drogas, delitos patrimoniais e o financiamento de fugas de importantes lideranças criminosas.

Fontes próximas à investigação revelaram que o imponente aparato de segurança durante a cirurgia visava a anular qualquer risco de resgate, ataques coordenados ou qualquer outra tentativa de ação criminosa enquanto Fuminho estivesse sob cuidados hospitalares, protegendo não apenas o detento, mas a integridade da capital federal.

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