DIPLOMACIA E CENSURA
Sarah B. Rogers, dos Estados Unidos, critica exigências da Justiça Eleitoral brasileira ao X
A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos apontou suposta censura após a rede social adequar algoritmos à legislação nacional.
A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, questionou a conformidade do Brasil com a liberdade de expressão ao classificar como "censura" as recentes alterações implementadas pela rede social X em seu sistema de recomendações. O posicionamento foi manifestado em uma publicação nas redes sociais no domingo (16), em resposta direta ao comunicado da plataforma sobre novas diretrizes operacionais.
No texto, Rogers afirmou que o modelo de transparência algorítmica adotado pelo Brasil constitui, na verdade, uma forma de controle de conteúdo. A declaração ocorre após a rede social ajustar sua tecnologia para atender à Resolução TSE nº 23.610/2019, que regula a visibilidade de candidatos durante o pleito.
Na sexta-feira (14), o X comunicou que, para cumprir as normas vigentes, as contas oficiais de candidatas e candidatos registradas na Justiça Eleitoral deixariam de ser sugeridas na aba "Para Você". A medida, segundo a empresa, visa restringir o impulsionamento algorítmico automático, garantindo que perfis políticos apareçam no feed apenas para seguidores explícitos.
A empresa enfatizou que a mudança não representa suspensão de perfis ou punição, mas um esforço de adequação técnica às leis do País. O conteúdo dos candidatos permanece acessível diretamente em seus perfis, embora o alcance orgânico via recomendações seja reduzido. A decisão, de caráter administrativo e técnico, reflete o desafio da regulação das plataformas digitais diante da legislação eleitoral brasileira.
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