CRISE RESPIRATÓRIA INFANTIL

RS decreta emergência de saúde pública para proteger crianças

RS decreta emergência de saúde pública para proteger crianças

Aumento de 102,7% nas hospitalizações por SRAG mobiliza o estado do Rio Grande do Sul por 120 dias.

O Governo do Rio Grande do Sul decretou emergência em saúde pública em todo o estado nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, para enfrentar a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com foco prioritário no atendimento de crianças. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), visa conter o aumento alarmante de contaminações e hospitalizações por doenças infecciosas respiratórias, protegendo a população e desafogando o Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida reflete uma preocupação crescente com a saúde infantil no estado, onde pais e responsáveis enfrentam a angústia de ver seus filhos em risco. A formação de filas de espera nas unidades de saúde eleva o risco sanitário para todos, tornando urgente a ação do governo para garantir leitos e cuidados adequados e assim preservar a dignidade e o bem-estar da sociedade gaúcha.

Válida por 120 dias a partir da data de publicação, a emergência obriga as redes hospitalares que atendem ao SUS a priorizar assistências emergenciais. Isso inclui leitos clínicos com apoio ventilatório e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para combater e prevenir casos graves de SRAG, uma definição clínica que abrange infecções por influenza, covid-19 (Sars-Cov-2) e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Dados do governo estadual revelam a gravidade da situação: um salto de 102,7% nas hospitalizações por SRAG. A influenza, especialmente o subtipo H3N2, registrou um aumento impressionante de 533,3%, enquanto o Rinovírus cresceu 376,9%, com um pico de 528,6% entre menores de 12 anos. Esses números foram cruciais para a determinação da emergência, junto ao crescimento de sintomas gripais e alta positividade viral detectada pelo Laboratório Central do Estado do Rio Grande do Sul.

A Secretaria da Saúde assumirá a coordenação de todas as ações e serviços públicos de saúde voltados ao enfrentamento da SRAG. O órgão também definirá diretrizes para a implementação de medidas de contenção, com a prioridade absoluta para o atendimento infantil. Isso permitirá a emissão de atos complementares urgentes para assegurar o atendimento na rede pública e apoiar os prestadores de serviços diante do estado de emergência.

Os municípios do Rio Grande do Sul têm autonomia para adotar medidas adicionais, adaptando-se às necessidades e condições de cada localidade. Vale lembrar que uma iniciativa similar foi adotada pelo governo de Eduardo Leite em maio do ano passado, quando 4.099 pessoas foram hospitalizadas por SRAG, resultando em 305 óbitos. Entre as crianças menores de cinco anos, foram 1.374 internações e 10 mortes, sublinhando a importância da pronta resposta atual.

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