ATAQUE ELEITORAL
Ronaldo Caiado critica proposta de fim da escala 6x1 como eleitoreira e populista
Ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirma que a medida em tramitação no Congresso visa reeleger o presidente Lula, criticando também a política de segurança pública do governo atual.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou firmemente, nesta quarta-feira, 08/07/2026, a proposta em análise no Congresso Nacional que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. Caiado classificou a iniciativa como eleitoreira e populista, com o objetivo declarado de impulsionar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Estão dando a vocês dois meses para configurarem um 5x2 porque está antes do dia 4 de outubro. Pressão de toda maneira para passar. Não interessa se vai quebrar [o setor produtivo], isso é secundário, ele quer ganhar a eleição", declarou o ex-governador, insinuando que a urgência na aprovação da medida desconsidera o impacto econômico no setor produtivo.
Em declarações anteriores, Caiado já havia defendido um modelo de negociação mais flexível entre empregadores e trabalhadores, baseado na produtividade e eficiência, como uma abordagem mais moderna para a organização da jornada de trabalho.
O pré-candidato também dirigiu críticas à atual política de segurança pública, acusando o governo do PT de ter "o DNA da corrupção" e de ser "conivente com narcotráfico".
Durante o evento, Ronaldo Caiado comentou a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência nos Estados Unidos sobre tarifas impostas ao Brasil. O ex-governador considerou a atitude inaceitável, especialmente no contexto em que o governo americano delineia novas tributações para o país.
As manifestações ocorreram em Brasília, durante um evento organizado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Na ocasião, a entidade apresentou um documento com demandas ao setor a candidatos presidenciais, incluindo Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado, mas Flávio Bolsonaro e Lula não compareceram devido a outras agendas.
O documento entregue pela CNC defende a "isonomia tributária e concorrencial" entre empresas nacionais e estrangeiras. A confederação argumenta que desonerações concedidas a grupos internacionais devem ser acompanhadas por mecanismos equivalentes para empresas brasileiras, visando equilibrar a competição no mercado.
Luiz Carlos Bohn, vice-presidente da CNC, destacou a necessidade de o Brasil avançar com uma agenda que contemple a modernização do Estado, a simplificação regulatória e o acesso facilitado ao crédito para impulsionar o desenvolvimento econômico.
Adicionalmente, a CNC solicitou medidas mais rigorosas no combate à pirataria, contrabando e descaminho. A entidade propõe penas mais severas, a integração de sistemas de rastreabilidade digital entre a Receita Federal, órgãos policiais e marketplaces, além da responsabilização solidária de plataformas digitais por anúncios de produtos falsificados. O objetivo é elevar o custo da ilegalidade e reduzir a concorrência desleal que prejudica os comerciantes formais.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário