DISPUTA ELEITORAL ACIRRADA

Defesa de Allyson rebate acusação e aponta conduta similar de Álvaro Dias no TRE-RN

Foto da fachada do Tribunal Regional Eleitoral ou imagem relacionada a evento político.
Defesa de Allyson Bezerra contesta representação do Partido Novo no TRE-RN.

A defesa de Allyson Bezerra afirma que a coligação de Álvaro Dias praticou atos idênticos aos questionados na Justiça Eleitoral sobre a realização de convenções.

A defesa do pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União), oficializou sua resposta à representação eleitoral movida pelo Partido Novo junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN). O questionamento, que busca limitar a atuação digital do candidato, foi rebatido com o argumento de que a coligação do adversário, Álvaro Dias (PL), teria adotado o mesmo modelo de convenções que agora tenta judicializar.

Em contestação protocolada nesta terça-feira (28), os advogados de Allyson refutam a tese de que houve uma "segunda convenção" para ampliar a visibilidade política. A peça defende que partidos aliados à chapa de Álvaro Dias também realizaram eventos em datas distintas com a presença de seus pré-candidatos, mantendo o padrão de atuação questionado pelo Novo.

Como exemplo, a defesa cita a participação de Álvaro Dias na convenção do Podemos em Mossoró, no dia 25 de julho, que homologou a candidatura do senador Styvenson Valentim. No dia seguinte, 26 de julho, ocorreu a oficialização da candidatura de Álvaro Dias pelo PL em Natal. Segundo a defesa, a presença de Álvaro Dias em ambos os eventos espelha a conduta de Allyson no encontro do PSD, realizado no domingo (26) no Palácio dos Esportes.

Natureza do evento e legalidade

O ponto central da defesa sustenta que o evento de 26 de julho não configurou uma segunda convenção da Federação União Progressista, mas a convenção estadual do PSD, conduzida pela senadora Zenaide Maia. A reunião formalizou a candidatura da parlamentar ao Senado, oficializou a coligação “Esperança e Trabalho” e deliberou sobre suplentes e delegados, com o registro devidamente transmitido ao sistema da Justiça Eleitoral.

Os advogados reiteram que Allyson Bezerra atuou apenas como convidado no evento do PSD, sem qualquer competência de convocação ou deliberação. Documentos anexados ao processo indicam que o PSD solicitou o Palácio dos Esportes em 23 de junho e publicou o edital de convocação em 10 de julho, evidenciando o planejamento prévio do partido aliado.

O embate jurídico

A representação do Partido Novo acusa Allyson Bezerra de realizar propaganda eleitoral antecipada. A legenda solicita à Justiça que determine à Meta a remoção de 16 publicações e o possível bloqueio de perfis, além de exigir dados sobre o alcance e impulsionamento de conteúdos. A decisão agora cabe ao tribunal, que analisará se as convenções configuraram o artifício alegado ou o exercício regular das atividades partidárias.

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