DECISÃO SOB EXAME
Datafolha indica que 59% dos eleitores reprovam decisão de Alexandre de Moraes sobre restrição a Jair Bolsonaro
Levantamento aponta discordância majoritária sobre a proibição de visitas de Flávio Bolsonaro ao pai; maioria defende manutenção de prisão domiciliar
A maioria dos eleitores brasileiros avalia negativamente a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que restringiu o contato entre Flávio Bolsonaro e o pai, Jair Bolsonaro. O posicionamento foi revelado em pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira (28) pelo site do jornal Folha de S.Paulo, evidenciando o impacto das decisões judiciais no cenário político nacional.
O levantamento aponta que 59% dos entrevistados consideram que Alexandre de Moraes agiu mal ao proibir as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente, que atualmente cumpre pena em regime domiciliar. Em contrapartida, 36% da população consultada avalia a conduta do magistrado como positiva, enquanto 2% preferiram não classificar a ação e 4% não souberam responder.
A controvérsia sobre a visitação surgiu após Alexandre de Moraes suspender os encontros por 90 dias, em 13 de julho. A medida foi tomada em resposta à divulgação de uma carta, lida por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, na qual o ex-presidente reafirmava apoio à sua pré-candidatura à Presidência.
Sobre a permanência de Jair Bolsonaro em regime domiciliar, 59% dos eleitores defendem que ele continue a cumprir a pena em casa, enquanto 35% acreditam que o ex-presidente deveria retornar ao cárcere. O ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, autorizada por Alexandre de Moraes para o tratamento de uma broncopneumonia.
Adicionalmente, na segunda-feira (28), Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça, no prazo de 48 horas, se houve autorização para o uso de voz e imagem do ex-presidente em um vídeo com inteligência artificial durante a convenção do PL. A utilização de meios de comunicação e redes sociais permanece proibida ao ex-presidente, medida que conta com o respaldo de 62% dos eleitores entrevistados pelo Datafolha.
O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026, ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios nos dias 22 e 23 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
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