IRÔNIA E CRÍTICA
Ronaldo Caiado afirma ironicamente que Lula é o "melhor presidente que o Paraguai já teve"
Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) disse que política econômica do governo federal beneficia o país vizinho, enquanto comerciantes brasileiros buscam refúgio tributário no Paraguai.
Em tom irônico, o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou em entrevista na terça-feira, 30/06/2026, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria "o melhor presidente que o Paraguai já teve". A declaração, feita durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP, surge como uma crítica à política econômica do governo federal, que, segundo Caiado, estaria favorecendo o país vizinho em detrimento do Brasil.
A fala de Caiado foi contextualizada por um relato sobre sua recente visita à Rua 25 de Março, em São Paulo. Ele mencionou que comerciantes locais estariam transferindo seus negócios para o Paraguai em busca de alívio da carga tributária brasileira, um reflexo direto, na sua visão, das dificuldades enfrentadas por empreendedores no Brasil sob a atual gestão federal.

A declaração sobre o Paraguai serviu como um resumo da visão crítica de Caiado sobre a condução do país. Em sua entrevista ao programa "Questão de Cidadania", da Rede Gospel FM, ele abordou ainda temas como segurança pública, sistema prisional, saúde e educação, contrapondo suas experiências de dois mandatos como governador de Goiás às políticas implementadas pelo governo federal.
O pré-candidato também aproveitou o espaço para acusar o Partido dos Trabalhadores (PT) de conivência com o narcotráfico, citando como exemplo um caso de 2014 envolvendo um ex-vereador paulistano denunciado por suposta ligação com o crime organizado. Caiado estima que entre 50 e 60 milhões de brasileiros vivam sob o domínio de facções, que teriam expandido sua influência para setores da economia formal, como bancos, fintechs, transporte urbano, coleta de lixo e supermercados. Ele criticou o presidente Lula por discursos que, na perspectiva de Caiado, minimizam a responsabilidade brasileira no combate ao narcotráfico e questionam a importação de armamentos dos Estados Unidos.
Em relação ao sistema prisional, Ronaldo Caiado defendeu o modelo de gestão adotado em Goiás. Medidas como o bloqueio de celulares, a suspensão de visitas íntimas, o monitoramento ambiental e o uso de scanners corporais foram apresentadas como responsáveis pela redução da capacidade de líderes criminosos presos de comandarem atividades ilícitas de dentro das penitenciárias, um modelo que, segundo ele, deveria ser replicado.
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