SEGURANÇA PÚBLICA

Romeu Zema defende "encarceramento em massa" e cita El Salvador como modelo para o Brasil

Gráfico da pesquisa Datafolha mostrando a intenção de voto para presidente do Brasil em 2026, com Lula liderando, seguido por Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Caiado.
Pesquisa Datafolha divulgada anteriormente aponta cenário eleitoral com Lula e Flávio Bolsonaro à frente.

Ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) propôs medidas drásticas inspiradas no país centro-americano para combater o crime organizado, mas enfrenta críticas sobre o impacto em direitos humanos.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu, em um seminário na Câmara Americana de Comércio, que o Brasil adote uma política de segurança pública com "encarceramento em massa". A proposta, inspirada em medidas implementadas em El Salvador, visa combater o crime organizado.

Zema mencionou ainda a classificação de integrantes de facções criminosas como terroristas e o endurecimento de penas como estratégias para reduzir os índices de violência no país. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 25/05/2026.

A política de "tolerância zero" do presidente de El Salvador, Nayib Bukele – que busca conter a violência de gangues –, é marcada pela construção de uma megaprissão com capacidade para 40 mil detentos. Embora elogiada por parte da população e pelo próprio Zema, que afirmou ter visitado o país e conversado com moradores locais, a estratégia tem sido alvo de críticas de entidades de direitos humanos. Há estimativas de que pelo menos 21 mil inocentes tenham sido detidos durante a implementação das medidas.

O pré-candidato citou como referências algumas medidas adotadas pelo governo salvadorenho desde 2019. "Se alguém era de alguma facção ou de alguma organização criminosa era enquadrado como terrorista. E, se é enquadrado como terrorista, pena mínima de 25 anos sem direito a nenhum tipo de benefício. Encarceramento em massa. Bandido atrás das grades", declarou Zema.

Ao defender a adoção de medidas semelhantes no Brasil, Zema ressaltou a necessidade de um "choque na segurança pública". Em seu discurso, ele também criticou genericamente políticos que mantêm proximidade com pessoas denunciadas e o uso eleitoral de relações familiares, afirmando: "Pra mim, quem se aproximou do banqueiro bandido é um mau sinal. Gambá cheira gambá, eu sempre escutei isso no interior. E não acredito também quando você acha que parentes são a solução do seu problema. Eu gosto é de gente competente, e não de falar 'é parente que resolve'. Quando é companheirada, parentada, a coisa fica difícil de resolver", disse ele sem citar nomes.

Gráfico da pesquisa Datafolha mostrando a intenção de voto para presidente do Brasil em 2026, com Lula liderando, seguido por Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Caiado.
Pesquisa Datafolha divulgada anteriormente aponta cenário eleitoral com Lula e Flávio Bolsonaro à frente.

Pesquisa Datafolha divulgada anteriormente indica a seguinte intenção de votos para presidente: Lula com 38%, Flávio Bolsonaro com 35%, Romeu Zema com 3% e Caiado com 3%.

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