DISCUSSÃO SOBRE PEC

Rogério Marinho rebate Lula e chama presidente de "ladrão da esperança"

Senador Rogério Marinho durante pronunciamento no Senado.
Rogerio Marinho (PL-RN) • Waldemir Barreto/Agência Senado

Após ataques do Executivo sobre a PEC do fim da escala 6x1, senador da oposição contesta argumentos econômicos e defende que proposta elevará desemprego.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) rebateu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a atuação da oposição em relação à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa encerrar a escala de trabalho 6x1. Em publicação feita nesta quinta-feira (03/09/2026), o parlamentar classificou o chefe do Executivo como um "ladrão da esperança", argumentando que a redução da jornada sem adequação de remuneração traria riscos severos ao mercado de trabalho.

A resposta de Marinho veio após o presidente Lula afirmar, também nas redes sociais, que a oposição, liderada por figuras ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), estaria agindo para impedir o avanço da pauta. Segundo o Executivo, os argumentos de que o Brasil poderia "quebrar" com a mudança seguem uma retórica histórica contrária a direitos trabalhistas, comparando o momento atual às discussões sobre o 13º salário e férias.

Para Marinho, o projeto é uma forma de enganar a população. "O custo da sua irresponsabilidade será pago pelo trabalhador, que vai encontrar preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um empurrão para a informalidade", escreveu o senador.

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal aprovou a PEC na última quarta-feira (02/09/2026) por meio de votação simbólica. O texto, no entanto, ainda depende de votação no plenário da Casa Alta, onde precisará de pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos para ser validado. A decisão de não levar a matéria ao plenário imediatamente foi tomada pela base governista em articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Na comissão, a proposta enfrentou oposição de Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A previsão é que a votação ocorra ainda em setembro ou, caso necessário, na segunda semana de outubro.

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