ÚLTIMA HOMENAGEM

Rio se despede de piloto da Polícia Civil, Felipe Monteiro

Piloto Felipe Marques Monteiro em imagem de arquivo.
Piloto de helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, baleado em operação, será velado nesta terça-feira, 19 de maio de 2026.

Agente, baleado em operação de março de 2025, será velado e cremado nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, na Zona Norte.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e a família se preparam para dar o último adeus ao piloto Felipe Marques Monteiro. O agente, que faleceu no último domingo, 17 de maio de 2026, após uma longa e corajosa batalha pela vida, será velado e cremado nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, no Crematório da Penitência, na Zona Norte do Rio. A despedida não será apenas uma cerimônia fúnebre, mas uma homenagem ao "guerreiro" que lutou por mais de um ano contra as sequelas de um disparo sofrido em serviço, destacando os riscos enfrentados diariamente pelos profissionais da segurança pública.

Colegas da Polícia Civil e de outras corporações organizam um cortejo emocionante, que passará por vários bairros antes da cerimônia, como forma de reverência ao agente. A jornada de honra sairá da base do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil, na Lagoa, e seguirá até o Caju. O velório está marcado para as 15h, e no local também haverá uma missa de corpo presente, permitindo a amigos e familiares prestarem suas últimas homenagens.

Felipe Monteiro estava internado desde março de 2025, quando foi atingido por um disparo no pescoço durante uma operação na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio. Seu quadro de saúde, que já era delicado, agravou-se nos últimos dias. O policial enfrentava uma infecção severa após complicações de uma cirurgia de prótese craniana, realizada em 20 de abril.

Na sexta-feira, 15 de maio de 2026, a esposa do policial, Keidna Marques, expressou publicamente o momento de profunda dificuldade que a família vivia. Segundo ela, na quinta-feira, 14 de maio de 2026, Felipe apresentou alterações críticas em seu quadro clínico, necessitando de medicações mais fortes. "A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando. O caso é considerado grave", detalhou Keidna na ocasião.

A saúde do piloto vinha em declínio desde abril, com complicações da cirurgia craniana. No início de maio, ele passou por procedimentos para remoção de hematomas e sangramentos na cabeça, seguidos pela inserção de um dreno. Em 23 de abril, a esposa havia compartilhado um histórico médico que indicava que ele já havia enfrentado complicações semelhantes em janeiro.

Após nove meses internado, Felipe havia recebido alta médica do Hospital São Lucas em dezembro, seguindo para um centro de reabilitação. O tiro que o vitimou ocorreu em 20 de março de 2025, quando ele sobrevoava a comunidade da Vila Aliança, em Bangu, a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave foi alvejada por criminosos, e Felipe, que atuava como copiloto, foi atingido por um tiro de fuzil na região da testa, perfurando o crânio.

Renato Ribeiro, gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, destacou a resiliência do piloto. “O paciente ficou mais de sete meses sob cuidados intensivos, passou por diversas neurocirurgias e outros procedimentos – ele teve comprometimento da calota craniana -, além de permanecer em coma por um longo período. O comandante é um guerreiro que nunca deixou de lutar pela vida e teve o apoio integral da família, parte fundamental para recuperação e adesão ao tratamento”, afirmou.

Um dos suspeitos de participar do ataque foi preso em maio de 2025. Outros criminosos envolvidos no crime continuam foragidos.

A esposa de Felipe, Keidna Marques, prestou uma emocionante homenagem ao marido, escrevendo: “O Felipe lutou como sempre viveu, com coragem, dignidade e fé”.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro também divulgou uma nota oficial, lamentando a morte do policial civil e piloto da CORE. O comunicado ressalta a "longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família", e reconhece a "bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado".

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