SAÚDE PÚBLICA ESTADUAL
Rio Grande do Norte recebe dois tomógrafos e oito combos cirúrgicos com investimento de R$ 16 milhões
Investimento faz parte do Novo PAC Saúde e visa reduzir filas e ampliar o acesso a procedimentos de média e alta complexidade.
O Rio Grande do Norte receberá dois tomógrafos e oito combos cirúrgicos como parte do Novo PAC Saúde, com um investimento estadual que ultrapassa R$ 16 milhões. A decisão, oficializada na nova etapa de contratos assinada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destina R$ 546 milhões em aporte nacional para a aquisição de equipamentos que fortalecerão a rede pública em todo o país. O investimento importa porque visa melhorar a qualidade e a agilidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), impactando diretamente a dignidade e o bem-estar dos cidadãos.
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde planeja a compra de 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos nesta fase, totalizando 300 combos e 40 tomógrafos para 185 municípios até o fim da iniciativa. Para o Rio Grande do Norte, a chegada desses novos equipamentos é crucial para ampliar a capacidade de realização de procedimentos de média e alta complexidade. Parte dos aparelhos já está em funcionamento em unidades de saúde de Almino Afonso, Currais Novos, Mossoró e Natal, e os dois tomógrafos beneficiarão especificamente Natal e Caicó.
Os combos cirúrgicos, compostos por seis equipamentos cada, permitirão a realização de cerca de 428 mil procedimentos cirúrgicos eletivos anualmente em todo o país, como vasectomias e laqueaduras, além de outras cirurgias de baixa e média complexidade. Os combos oftalmológicos, por sua vez, incluem cinco equipamentos para cirurgias especializadas, como as de catarata. Essa ampliação de serviços tem o potencial de reduzir significativamente as filas de espera e o tempo de acesso a tratamentos essenciais.
A iniciativa está em consonância com a estratégia nacional de ampliação da capacidade cirúrgica e se alinha ao programa Agora Tem Especialistas, com a distribuição de mais de 1.700 equipamentos para a reestruturação de salas cirúrgicas. O objetivo é promover maior acesso à assistência especializada, otimizar a rede hospitalar do SUS e diminuir as disparidades regionais na oferta de serviços de saúde, garantindo um atendimento mais equitativo.
A compra centralizada dos equipamentos gerou uma economia de mais de R$ 281 milhões aos cofres públicos, representando uma redução de 37,9% em relação aos valores projetados. A prioridade dada a equipamentos fabricados no Brasil reforça a política de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. As entregas, iniciadas em fevereiro, se estendem até o final de junho, incluindo instalação, treinamento de equipes e garantia estendida, assegurando a operacionalidade imediata das unidades beneficiadas.
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