DESISTÊNCIA DE PROJETOS
Rio Grande do Norte perde R$ 16,1 bilhões com cancelamento de projetos de energia renovável
Deputado Hermano Morais (MDB) aponta R$ 16,1 bilhões em perdas com cancelamento de 67 empreendimentos de energia eólica e solar no Rio Grande do Norte.
O deputado Hermano Morais (MDB) alertou, durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) nesta quinta-feira (28), para os impactos econômicos da desistência de 67 projetos de energias renováveis no Rio Grande do Norte. A decisão representa uma perda estimada de R$ 16,1 bilhões para a economia estadual, comprometendo a expansão da matriz energética potiguar e afetando diretamente a geração de emprego e renda.
Os dados, baseados em informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), indicam que 51 empreendimentos de energia solar fotovoltaica foram interrompidos. Estes cancelamentos resultam em R$ 13 bilhões que deixaram de ser investidos e impedem a incorporação de 2,8 gigawatts (GW) de potência ao sistema energético.
No segmento de energia eólica, 16 usinas foram descontinuadas, o que corresponde a R$ 3,1 bilhões que deixaram de circular na economia do Rio Grande do Norte. Hermano Morais destacou que, apesar da posição de destaque do estado na produção de energia renovável, obstáculos estruturais dificultam a manutenção dos investimentos. Muitas usinas já prontas enfrentam problemas para conectar sua produção ao sistema nacional devido à insuficiência das linhas de transmissão.
O parlamentar defendeu a criação de políticas públicas mais robustas para estimular o segmento e preservar a competitividade do estado. Embora haja previsão de R$ 26 bilhões em investimentos federais para a ampliação do sistema de transmissão, o cronograma não atende às necessidades imediatas do setor. "Temos que enfrentar e superar essa questão para evitar um prejuízo ainda maior diante do potencial que possuímos", afirmou Morais.
Para reverter o cenário, Hermano Morais defendeu a articulação entre a bancada federal do Rio Grande do Norte, o Governo do Estado e o Ministério de Minas e Energia para acelerar as obras de infraestrutura necessárias. A adoção de medidas conjuntas é vista como fundamental para garantir a continuidade dos investimentos e assegurar o desenvolvimento econômico e social do estado.
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