RUMO À PRESIDÊNCIA

Renan Santos propõe reformas "duras" à Milei para Presidência

Renan Santos propõe reformas "duras" à Milei para Presidência

O pré-candidato do Missão detalha à CNN um plano de austeridade, criticando políticas atuais e defendendo um "remédio amargo" para a economia brasileira.

O pré-candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, delineou um plano de governo com reformas "duras" inspiradas no modelo argentino de Javier Milei. Ele declarou, nesta sexta-feira, 01/05/2026, em entrevista ao CNN 360º, que tais medidas, embora inicialmente difíceis, prometem uma melhora substancial na qualidade de vida dos brasileiros no médio e longo prazo, ao abordar temas considerados impopulares e essenciais para a saúde econômica do país.

Em sua fala, Renan Santos sublinhou sua diferenciação dos demais pré-candidatos por abordar abertamente assuntos como mudanças radicais no regime fiscal brasileiro e uma nova reforma da Previdência. Essas pautas, muitas vezes evitadas no debate político, seriam, segundo ele, cruciais para a recuperação econômica.

"Durante o período eleitoral, Milei fez o que estou fazendo agora. Ele avisou: 'Vou fazer reformas que, no começo, vão ser difíceis, mas prometo que, no médio e longo prazo, vocês verão a diferença'", comparou o pré-candidato, ressaltando a importância da transparência com o eleitorado sobre as consequências iniciais de tais reformas.

Ele enfatizou ainda a similaridade de sua postura com a do presidente argentino ao confrontar os "privilegiados". "Ele disse que ia mexer com os privilegiados, e eu falo a mesma coisa. Os políticos não fazem propostas, eles falam com marqueteiros, que dizem o que é popular para falar em frente às câmeras", acrescentou, criticando a superficialidade do discurso político corrente.

A avaliação de Renan Santos sobre a economia brasileira é alarmante: ele a descreve como um corpo "doente". De forma contundente, criticou as políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), exemplificadas pelo vale-gás e pelo programa Pé-de-Meia, que, em sua visão, são como "sorvete a esse corpo" doente. Também direcionou suas críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, segundo Renan, evita se posicionar para não se comprometer.

"O corpo da economia brasileira está doente e Lula deu sorvete a esse corpo, com vale-gás e Pé-de-Meia. E o Flávio Bolsonaro não fala nada: 'Vou ficar quieto, porque uma hora o corpo deve sair andando'. Dica: não vai sair andando. O corpo vai morrer. Eu vou dar um remédio muito amargo, mas, depois dele, o corpo vai funcionar", concluiu, prometendo uma abordagem austera e focada em resultados de longo prazo, que, apesar das dificuldades iniciais, visam restaurar a dignidade econômica da nação.

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