ACUSAÇÕES E TENSÃO

Renan Santos critica atuação de Alexandre de Moraes em caso envolvendo Flávio Bolsonaro

Foto oficial de Alexandre de Moraes, ministro do STF.
Ministro Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal.

O pré-candidato Renan Santos afirma que o ministro do STF usa embates políticos para encobrir polêmicas familiares enquanto suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai.

O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, classificou a postura do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como a de um "cabo eleitoral" de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita em um vídeo enviado à CNN nesta segunda-feira, 13/07/2026, repercutindo a recente determinação judicial que impacta diretamente a rotina do senador e de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

Para Renan Santos, o confronto estabelecido pelo magistrado contra Flávio Bolsonaro serviria como uma estratégia de distração. Ele argumenta que o foco nos embates jurídicos ajudaria a desviar a atenção pública de contratos firmados por Viviane Bacci, esposa de Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Banco Master, figura investigada por crimes financeiros.

No âmbito jurídico, o conflito se intensificou após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibir, em 13/07/2026, as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro por um período de 90 dias. A medida fundamenta-se na suposta desobediência a cautelares que vedam ao ex-presidente o uso de redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros, após a divulgação de uma carta que o senador apresentou como um manifesto de apoio político.

A defesa de Flávio Bolsonaro contestou a decisão, classificando-a como "ilegal e inconstitucional". Os advogados sustentam que a vedação de contato prejudica o exercício da advocacia, visto que o senador atua na defesa técnica do pai. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha, também manifestou repúdio, definindo o ato como uma interferência autoritária no processo democrático.

O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu o prazo de 48 horas para que a defesa do dirigente se manifeste sobre a possível quebra de ordem judicial. A CNN mantém contato com o gabinete do ministro do STF e com as partes interessadas para atualizações.

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