ELEIÇÕES E INSTITUIÇÕES
Tarcísio de Freitas reafirma confiança na integridade das urnas eletrônicas
Governador de São Paulo se distancia de polêmicas sobre o sistema de votação e defende foco em projetos políticos, em meio a críticas de aliados.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou publicamente sua confiança na segurança e na legitimidade das urnas eletrônicas, ao encerrar uma agenda oficial na quarta-feira (22). O posicionamento do chefe do Executivo paulista surge em um momento de intenso debate político sobre o sistema eleitoral brasileiro, que impacta diretamente a percepção pública sobre a transparência do processo democrático.
A manifestação de Tarcísio de Freitas ocorreu logo após o senador Flávio Bolsonaro (PL) questionar, durante um encontro com embaixadores realizado na terça-feira (21), a integridade das urnas. Em suas declarações, o governador enfatizou a necessidade de priorizar propostas para a sociedade, desestimulando controvérsias que, na sua visão, não trazem avanços ao país.
Ao comentar sua trajetória política, o governador sublinhou que a própria legitimidade de sua eleição está vinculada ao funcionamento do sistema eletrônico, descartando a adesão a teses de fraude. A declaração reforça o papel das instituições no fortalecimento da estabilidade democrática e na garantia de que o voto do cidadão seja respeitado.
O embate sobre a credibilidade das urnas ganhou novos contornos após o senador mencionar, sem provas, vínculos entre o equipamento brasileiro e a empresa Smartmatic. A alegação foi prontamente rebatida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que reiterou em registros oficiais de 2020 que o projeto do sistema brasileiro é concebido e gerido integralmente pela Justiça Eleitoral do país, sem interferência ou fabricação pela empresa citada.
A repercussão das falas de Flávio Bolsonaro estendeu-se para além do Poder Executivo paulista. Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, criticou o foco da reunião com embaixadores nas redes sociais, lamentando a perda de oportunidade para debater pautas econômicas como exportação de soja e investimentos. Simultaneamente, o PT (Partido dos Trabalhadores) oficializou uma representação contra Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Gustavo Gayer (PL), apontando a propagação de desinformações sobre a credibilidade da Justiça Eleitoral.
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