LOTE HISTÓRICO DO IR
Receita Federal libera R$ 16 bilhões no segundo lote de restituição do Imposto de Renda
Pagamento beneficia quase 10 milhões de contribuintes com foco em grupos prioritários e uso de novas tecnologias. Sete em cada dez declarantes devem ter direito à restituição em 2026.
Nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, a Receita Federal autorizou o pagamento do segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. A decisão beneficiará 9.585.797 contribuintes, totalizando R$ 16 bilhões em valores a serem creditados. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
Esta rodada de pagamentos se destaca por ser a maior já registrada em termos de número de beneficiários e iguala o montante liberado no primeiro lote deste ano, que também alcançou um recorde em valor. Somados, esses dois primeiros lotes contemplam 18,3 milhões de brasileiros e representam um montante de R$ 32 bilhões em restituições. A previsão do órgão é que cerca de 80% de todas as restituições previstas para 2026 sejam atendidas até o momento.
Do valor total a ser pago nesta terça-feira, uma parcela significativa de R$ 4,49 bilhões é destinada a contribuintes com prioridade legal. Este grupo inclui idosos com mais de 60 anos, pessoas com deficiência ou portadoras de doenças graves, e profissionais que atuam no magistério público. Essas prioridades visam garantir que grupos mais vulneráveis ou essenciais recebam seus valores de volta com agilidade.
Além dos grupos com prioridade legal, a Receita Federal também concede preferência no pagamento a contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix. Segundo o órgão, a adoção dessas ferramentas tecnológicas tem contribuído para a aceleração do processo de liberação dos valores.
A consulta sobre a situação da restituição do Imposto de Renda pode ser realizada pelos contribuintes através do portal oficial da Receita Federal, pelo aplicativo do Fisco para dispositivos móveis, ou pelo portal e-CAC. Nessas plataformas, é possível verificar o extrato detalhado da declaração e identificar eventuais pendências que possam ter impactado o processamento.
É importante ressaltar que o depósito da restituição é efetuado exclusivamente em conta bancária de titularidade do próprio contribuinte. Caso sejam identificados erros ou inconsistências nos dados bancários informados, o crédito pode ser reagendado para uma nova conta, mediante solicitação junto ao Banco do Brasil, com um prazo de até um ano para regularização.
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