TEMPESTADE E DEVASTAÇÃO
Rajadas de vento de 105 km/h provocam mortes e apagão no Rio de Janeiro
Cidades fluminenses registram ventos acima de 100 km/h que causaram a morte de duas pessoas, desabastecimento elétrico para 1,9 milhão e paralisação nos transportes.
Ventos extremos acima de 100 km/h causaram destruição e deixaram uma vasta região do Rio de Janeiro sem energia elétrica e com o sistema de transporte paralisado. O fenômeno, que atingiu o estado nesta quarta-feira (29), trouxe rajadas de 105,5 km/h registradas no Galeão entre 16h e 17h, segundo a prefeitura.
A aproximação de uma frente fria no oceano colocou a capital fluminense em Estágio 2 de prontidão, conforme reportado pelo COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio). O nível, que é o segundo em uma escala de cinco, sinaliza risco real de ocorrências de alto impacto para a população.
O cenário de crise se intensificou com a perda de vidas humanas. Duas pessoas faleceram após o desabamento de um muro em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, na quarta-feira. Paralelamente, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado realiza buscas por um pescador desaparecido em Tarituba.
O impacto na infraestrutura foi severo, deixando mais de 1,9 milhão de pessoas sem energia. Dados da Aneel apontam que a Light enfrentou falhas em sistemas que afetaram clientes na zona Sul, Centro e Tijuca, enquanto a Enel reportou problemas nas cidades de Paraty e Angra dos Reis, locais que receberam o impacto inicial da frente fria vinda de São Paulo.
A rotina dos cidadãos foi duramente atingida. Além das 25 quedas de árvores catalogadas pela prefeitura e 185 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros, o serviço de transporte público sofreu interrupções críticas. O Metrô Rio teve sua operação suspensa devido à falha de energia, e a TrensRJ relatou danos de grandes proporções no ramal Japeri, sem previsão de retorno imediato.
O alerta emitido pelo Cemaden-RJ (Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais) para a Costa Verde, Baixada Fluminense e outras regiões, permanece vigente até as 7h desta quinta-feira (30), mantendo as equipes de emergência em prontidão total diante do cenário de instabilidade climática.
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