DÍVIDA BILIONÁRIA
Raízen busca acordo para reorganizar dívida de R$ 64,7 bilhões com apoio de credores
A Raízen, que opera os postos Shell no Brasil, propõe novos aportes, prazos estendidos e conversão de dívidas em ações para sanear suas finanças. A empresa planeja se dividir em duas até 2027.
{"blocks":[{"key":"a2b3c","type":"paragraph","data":{"text":"A Raízen, gigante do setor de energia e responsável pelos postos Shell no Brasil, anunciou nesta sábado, 06/06/2026, um plano para reestruturar sua dívida de R$ 64,7 bilhões. A iniciativa, que já conta com o apoio de parte de seus credores, visa estabilizar o caixa da companhia e preparar o terreno para um novo ciclo de crescimento. A decisão é crucial para a continuidade das operações e a manutenção da confiança no mercado de combustíveis e bioenergia."}},{"key":"4d5e6","type":"paragraph","data":{"text":"A proposta abrange um conjunto de medidas financeiras e estruturais. Os acionistas da Raízen se comprometeram com novos aportes que somam R$ 3,5 bilhões. Além disso, cerca de 45% do montante das dívidas sob recuperação extrajudicial serão convertidos em participação acionária, enquanto o percentual restante terá seus prazos de pagamento significativamente renegociados. Essa estratégia busca aliviar a pressão sobre o fluxo de caixa e oferecer um fôlego financeiro à empresa."}},{"key":"7f8g9","type":"paragraph","data":{"text":"Em termos de transformação estrutural, a Raízen pretende dividir seus negócios em duas entidades corporativas distintas até o final de 2027. Uma nova empresa será dedicada exclusivamente à produção de açúcar, etanol e bioenergia, enquanto a outra focará na distribuição de combustíveis e lubrificantes, mantendo a marca Shell. Essa cisão visa otimizar a gestão e a estratégia de cada segmento, permitindo maior agilidade e foco em seus respectivos mercados."}},{"key":"h1j2k","type":"paragraph","data":{"text":"A companhia assegura que a recuperação extrajudicial possui caráter estritamente financeiro e não impactará os compromissos e relações com clientes, fornecedores, revendedores e consumidores finais. A medida visa reorganizar a estrutura de capital da empresa, permitindo que ela siga operando normalmente e honrando seus acordos comerciais."}},{"key":"l3m4n","type":"paragraph","data":{"text":"A necessidade dessa reestruturação surge após um período de forte pressão financeira. A Raízen acumulou dívidas vultosas devido a investimentos robustos ao longo dos anos, um cenário de juros elevados, impactos climáticos em safras cruciais para a produção de açúcar e etanol, e desempenho aquém do esperado em algumas frentes de negócio. No encerramento de 2025, a dívida líquida da companhia atingiu R$ 55,3 bilhões, período em que também registrou um prejuízo de R$ 15,6 bilhões, parcialmente explicado por perdas contábeis na reavaliação de ativos."}},{"key":"o5p6q","type":"paragraph","data":{"text":"Criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell, a Raízen consolidou operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a extensa rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil. A empresa atua em setores essenciais da economia brasileira, e sua reorganização financeira é acompanhada de perto pelo mercado."}}]}
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