CIDADANIA EM FOCO

Alckmin Ataca Defensores da Ditadura no Pleito

Alckmin Ataca Defensores da Ditadura no Pleito

Geraldo Alckmin, vice de Lula, afirma em 2 de abril de 2026 que a democracia foi "salva" e critica abertamente quem propaga ideais antidemocráticos.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), elevou o tom do debate eleitoral nesta 5ª feira (2.abr.2026) ao declarar que “quem defende a ditadura não deveria ser candidato”. A fala contundente, proferida ao ser inquirido sobre as eleições e o avanço do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas, sublinha a urgência de preservar as instituições democráticas e o direito fundamental dos cidadãos a um governo que respeite suas liberdades.

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin durante encontro com jornalistas

Em um encontro com jornalistas na sede do Mdic, Alckmin minimizou o desempenho de Flávio Bolsonaro, ressaltando que as pesquisas são um "momento" e que o presidente Lula se mantém na liderança na maioria delas. Ele enfatizou que a verdadeira prova de fogo será a campanha eleitoral, um período “alto da vida pública” onde será possível “comparar governos”.

Traçando uma nítida fronteira ideológica, Alckmin estabeleceu uma distinção entre as pré-candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro, definindo a disputa como “democracia versus ditadura”. Com firmeza, ele garantiu que o atual governo de Lula “salvou a democracia”, uma afirmação que ressoa a importância da proteção dos valores cívicos na construção de um futuro justo para todos.

“O princípio é a defesa da democracia. Esse é o valor. O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, reforçou o vice-presidente, colocando a aderência à democracia como um pilar essencial para a confiança popular e a legitimidade de qualquer aspirante a cargo público.

Alckmin também expressou sua gratidão e sentimento de “honra” pelo convite de Lula para integrar a chapa de reeleição, reiterando que a candidatura é um “ato de amor” ao país.

Ao final, o vice-presidente criticou o grande número de partidos no Brasil, contabilizando “30” e sugerindo que “devemos no futuro ir reduzindo o número”, visando aprimorar a eficácia do sistema político e a clareza nas representações.

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