SAÚDE E BEM-ESTAR

Queda de pelo em cães: quando o sinal exige atenção veterinária

Close-up de um cão com pelagem saudável sendo escovado por um veterinário.
A observação de falhas na pelagem é fundamental para diagnosticar precocemente doenças de pele em cães.

A perda de fios é um processo natural, mas falhas na pelagem e coceira indicam que o pet pode estar sofrendo com doenças dermatológicas ou hormonais.

A perda de pelos faz parte da rotina de quem convive com cães, mas identificar o limite entre a renovação natural e um possível problema de saúde é essencial para garantir o bem-estar do animal. A queda, em condições normais, é um processo fisiológico de renovação do ciclo capilar.

A intensidade dessa troca não possui um número fixo, variando conforme a raça, idade e fatores climáticos. Em cães como Husky Siberiano, Golden Retriever, Pastor Alemão e Labrador, a troca de pelagem é acentuada em épocas de mudança de estação, sem que isso indique enfermidade.

Quando a queda exige cuidados

A diferença crucial reside no padrão da perda: na troca fisiológica, a pelagem cai de modo uniforme, mantendo a pele íntegra. Quando surgem falhas, irritação ou mau cheiro, o cenário muda.

O veterinário Gleison Mota Ribeiro, do Hospital Veterinário Taquaral, alerta que sinais como lambedura excessiva, coceira persistente ou descamação são indicativos de que o tutor deve buscar auxílio especializado. "Nesses casos, a avaliação profissional é fundamental para determinar o diagnóstico", pontua.

Principais causas de queda patológica

Diversos fatores podem desencadear a perda de pelos. Dermatites alérgicas — inclusive por picadas de pulgas — infecções fúngicas e bacterianas figuram entre as causas mais frequentes. Além disso, desequilíbrios hormonais, como o hipotireoidismo e a síndrome de Cushing, podem fragilizar o ciclo capilar, deixando o pelo fino e quebradiço.

O ambiente também exerce influência: o estresse emocional pode levar o animal a comportamentos compulsivos, como a lambedura de áreas específicas. A carência nutricional, por sua vez, reflete diretamente na qualidade da pelagem.

A prevenção passa por rotinas de cuidado, como escovação periódica, nutrição balanceada e controle rígido de parasitas. A observação constante do comportamento do animal é o primeiro passo para evitar complicações mais graves.

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