CRIME EM APLICATIVO
Quadrilha é presa após sequestrar passageira em Fortaleza
Suspeitos mantiveram vítima em cativeiro para realizar transações bancárias. Prisões em flagrante foram convertidas em preventivas pela Justiça.
Uma passageira de 27 anos foi vítima de um sequestro planejado após solicitar uma corrida por aplicativo em Fortaleza. O crime, que gerou forte impacto emocional na vítima devido às ameaças sofridas, motivou uma operação rápida da Polícia Civil, que culminou na prisão de cinco suspeitos envolvidos na ação criminosa ocorrida na noite de 09 de julho de 2026.
A jovem, que retornava de um estabelecimento na Avenida Desembargador Moreira, foi rendida após o motorista, cadastrado na plataforma Uber como Matheus Bandeira Fontoura, alterar a rota e permitir a entrada de comparsas no veículo. Sob ameaças de morte e de esquartejamento, a vítima foi levada para um cativeiro, onde permaneceu sob vigilância por cerca de uma hora enquanto os criminosos realizavam transferências via Pix e contratavam empréstimos bancários em seu nome.
O caso, investigado pela Delegacia Antissequestro (DAS), revelou uma estrutura criminosa organizada. Segundo as apurações, Claudio Natan Barros da Silva, conhecido como "Sorriso", seria um dos articuladores. Além dele, foram presos Ana Karolina da Silva Horta, Otavio Joas Martins de Castro e Rayane da Silva Queiroz. Com o grupo, as autoridades localizaram a arma utilizada — uma réplica —, além de entorpecentes, joias da vítima e aparelhos celulares.
A decisão pela conversão das prisões em flagrante para preventivas foi proferida pela Justiça em 11 de julho de 2026. A medida garante que os suspeitos permaneçam detidos à disposição do Judiciário enquanto respondem pelos crimes de roubo com restrição de liberdade, extorsão qualificada, associação criminosa e tráfico de drogas. A jovem compareceu novamente à delegacia nesta segunda-feira, 13/07/2026, para prestar esclarecimentos complementares.
Em nota oficial, a Uber informou que desativou a conta do condutor Matheus Bandeira Fontoura e que colabora integralmente com as investigações da Secretaria da Segurança Pública. A empresa reiterou que oferece suporte psicológico à vítima em parceria com o MeToo Brasil.
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