PLANO DE MORTE
Promotor de Justiça em SP teria sido alvo de plano do PCC; três são presos em operação
Ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo e investigador da Polícia Civil estão entre os detidos. Suspeitos usavam cargos para obter informações e extorquir pessoas.
O promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Campinas, interior de São Paulo, teria sido o alvo de um plano de execução arquitetado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação resultou na prisão de três pessoas nesta terça-feira, 09/06/2026, em operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar. Entre os detidos estão um ex-estagiário do MPSP e um investigador da Polícia Civil, que teriam utilizado suas posições para obter informações privilegiadas e extorquir dinheiro.
Um dos principais alvos da operação, Gabriel Lira de Jesus, ex-estagiário do MPSP, utilizava sistemas internos do órgão para identificar criminosos de alto poder econômico. A investigação aponta que ele negociava suposta proteção em investigações do Gaeco em troca de valores. Ele foi preso em uma mansão em Campinas, onde foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos.
O investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira, que na época do planejamento do atentado chefiava a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) da Divisão de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, também foi detido. Segundo o Gaeco, ele pode ter fornecido informações sensíveis para o grupo. Oliveira foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil e encaminhado a uma penitenciária para agentes infratores.
O terceiro detido é um policial penal, cuja função no esquema criminoso ainda não foi detalhada pelo Gaeco. Ele também é suspeito de usar o cargo para benefício ilegal. Sua prisão foi formalizada pela Corregedoria da Polícia Penal no município de Cardoso.
A operação contou com o apoio das corregedorias das polícias Civil e Penal, além da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), devido ao envolvimento de um escritório de advocacia nas investigações.
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