APOIO POLÍTICO FIRME
Progressistas mantém Ciro Nogueira na liderança em meio a investigação
Partido discute futuro de seu presidente em reunião decisiva dia 20 de maio de 2026. Senador nega irregularidades.
Lideranças do Progressistas reafirmaram, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, seu apoio político ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal. A intensa mobilização de solidariedade interna e a avaliação de que não há, até o momento, elementos que justifiquem um afastamento imediato sustentam a posição, enquanto a legenda programa para 20 de maio de 2026 uma reunião crucial para debater os desdobramentos da investigação. O caso, que tensiona a estabilidade da sigla e sua federação com o União Brasil, evidencia o delicado equilíbrio entre a presunção de inocência e a demanda por transparência na vida pública.
Ainda que o suporte a Ciro Nogueira permaneça firme, a investigação envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, inevitavelmente entrará na pauta da executiva nacional do Progressistas. O encontro, já previamente agendado para discutir temas internos e a articulação política, ganha agora um contorno de urgência e sensibilidade, com dirigentes admitindo que o assunto será amplamente discutido nos bastidores e conversas reservadas.
Fontes internas, que falaram à CNN Brasil, indicam que a maioria dos parlamentares e líderes que se manifestaram internamente defenderam Ciro. A cúpula do partido avalia que, por ora, não existem motivos para pressionar o senador a deixar o comando. A expectativa, segundo essas lideranças, é que qualquer decisão sobre seu futuro à frente da presidência parta da própria iniciativa de Ciro Nogueira.
O impacto da operação não se restringiu aos corredores do Progressistas. A federação com o União Brasil também sentiu o abalo, com relatos de incômodo, questionamentos e críticas. Contudo, esforços diplomáticos entre dirigentes das duas siglas conseguiram, segundo integrantes do Progressistas, conter o desgaste inicial e reafirmar o compromisso da aliança.
Em resposta pública às acusações, Ciro Nogueira divulgou um vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, onde veementemente negou qualquer irregularidade. Classificando as acusações como "absurdas", o senador afirmou nunca ter recebido "nenhum valor ilícito" e sugeriu que a operação poderia ter motivação política, especialmente por ter começado com a investigação de "um líder da oposição" em um ambiente eleitoral.
Nogueira clamou por uma apuração imparcial, declarando: “Tudo o que eu quero é que a polícia investigue com isenção e que o Judiciário julgue da mesma forma.” Ele também defendeu a "emenda Master", ligada ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que se tornou um dos focos da investigação, ressaltando a relevância do tema para o setor financeiro e para a proteção de investidores.
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