PIB E EDUCAÇÃO
Professor Rivaldo Fernandes defende tese sobre o abismo entre PIB e desempenho escolar no Brasil
Estudo aponta disparidade gritante entre investimento por aluno no Brasil e em países desenvolvidos, impactando o futuro do país.
O contraste entre a pujança econômica do Brasil e o desempenho de seus estudantes em avaliações internacionais é o foco central da tese de doutorado do professor Rivaldo Fernandes. O trabalho acadêmico será defendido no próximo mês de julho na Universidad del Sol, no Paraguai. A pesquisa revela um paradoxo preocupante: enquanto o país figura entre as 10 maiores economias do mundo, sua educação figura na 60ª posição no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A assimetria evidenciada por Fernandes demonstra que a riqueza nacional não se traduz em eficiência nas escolas públicas. A investigação aprofunda a análise do financiamento educacional, comparando o investimento por estudante no Brasil com nações desenvolvidas. Os dados expõem uma disparidade significativa: Estados Unidos, Canadá e Austrália destinam anualmente entre 9.000 a 13.600 dólares por aluno, enquanto no Brasil, esse valor na rede pública mal atinge 2.000 dólares anuais.
Essa discrepância orçamentária compromete diretamente a capacidade de modernização das redes de ensino, o fomento à pesquisa e a valorização dos docentes. A tese estabelece um nexo causal entre o subfinanciamento crônico da educação e os limites impostos ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a longo prazo. O estudo alerta que o baixo investimento por aluno mina a produtividade futura da força de trabalho brasileira, criando um teto para o desenvolvimento tecnológico e a competitividade do país.
Para o pesquisador, o problema não reside na capacidade pedagógica, mas sim na asfixia financeira do sistema educacional. Ao competir no cenário global do século XXI com aportes tão modestos, o Brasil perpetua uma desvantagem competitiva que afeta as futuras gerações. A tese de Rivaldo Fernandes serve como um alerta urgente: para superar o desempenho insatisfatório no PISA e manter sua relevância econômica, o Estado brasileiro precisa alinhar o orçamento educacional à sua capacidade de geração de riqueza.
Justiça Potiguar: TJRN determina pagamento de emendas
Em outra esfera, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu, por unanimidade, que o governo de Fátima Bezerra (PT) deverá honrar o pagamento de emendas parlamentares referentes ao ano de 2022. A decisão atende a duas emendas do ex-deputado Getúlio Rego, totalizando a liberação de R$ 1 milhão para o município de Portalegre.
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