CLIMA EXTREMO ADVERSO
Produtores rurais e cidades reforçam prevenção contra o Super El Niño
Diante da instabilidade climática, setor agropecuário e Defesa Civil buscam resiliência para mitigar impactos de chuvas e secas no Brasil.
O avanço do fenômeno Super El Niño exige medidas urgentes de adaptação tanto no campo quanto nas áreas urbanas, conforme decisões estratégicas tomadas por produtores e gestores públicos. A necessidade de preparação intensificou-se em 11 de julho de 2026, motivada pelo aumento do risco de extremos climáticos, como secas prolongadas e inundações, que ameaçam a segurança alimentar e a integridade de populações em zonas de risco.
No Brasil, a preocupação central reside nos efeitos do aquecimento anormal das águas do Pacífico, que impactam o regime pluviométrico. Enquanto a Região Sul enfrenta o desafio de volumes excessivos, o Norte e o Nordeste lidam com a escassez, enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste sofrem com a irregularidade das chuvas e o calor intenso.
Lucas Sigefredo, produtor na Grande BH, aposta em práticas de regeneração como aliadas fundamentais: “Quem tem sistemas que trabalham dentro dessa linha de agrofloresta tem mais resiliência para lidar com as dificuldades que estão por vir”, explica. Especialistas da FGV Agro reforçam que técnicas como o plantio escalonado são essenciais para reduzir a vulnerabilidade do setor contra perdas produtivas.
O cenário de insegurança também atinge as cidades. Em Sabará, MG, a Defesa Civil antecipou vistorias em áreas mapeadas para evitar desastres semelhantes aos registrados no fim de 2025. O coordenador de Operações do Cemaden, Marcelo Seluchi, enfatiza que a elaboração de planos de contingência municipais é um passo decisivo e definitivo para a proteção da vida, especialmente diante de possíveis inundações.
Como medida de segurança pública, estados da Região Sul, incluindo Santa Catarina e Rio Grande do Sul, iniciaram treinamentos conjuntos para alinhar protocolos de resposta a desastres. A ação busca garantir que as lições aprendidas em eventos climáticos recentes se traduzam em uma atuação coordenada e mais eficaz das forças de socorro.
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