MERCADO DE COMMODITIES

Produtores argentinos seguram vendas de trigo diante de preços em queda

Plantação de trigo na Argentina sob céu nublado
Lavoura de trigo na Argentina enfrenta desafios de mercado em 2026.

Volume comercializado atinge o nível mais baixo da última década; agricultores resistem a fechar negócios diante da pressão competitiva global.

A Bolsa de Grãos de Rosário determinou em relatório divulgado na sexta-feira, 10/07/2026, que a comercialização da nova safra de trigo na Argentina apresenta um ritmo excepcionalmente lento. A decisão de não vender, tomada pelos produtores rurais, é uma resposta direta à desvalorização dos contratos futuros e ao temor quanto à estabilidade da oferta futura, cenário que impacta diretamente a economia das famílias do campo em 11/07/2026.

Embora o plantio da safra 2026/27 tenha atingido 82% da área prevista, recuperando-se de chuvas intensas no início do período, as vendas acumulam apenas 2 milhões de toneladas. Este índice corresponde a 10,5% da produção esperada, situando-se significativamente abaixo da média histórica de cinco anos, que é de 16,6%.

A resistência à venda é motivada pela queda nos preços. O contrato para dezembro recuou de US$231 por tonelada em maio para cerca de US$206 no início de julho. Diante desse cenário, os produtores optam por estocar o cereal, temendo consolidar prejuízos, o que pode elevar os estoques finais de 2025/26 para 4,5 milhões de toneladas, o maior patamar desde a temporada 2014/15.

A competitividade no mercado internacional também dita o ritmo, com o produto da Argentina sendo pressionado pelas grandes colheitas no Hemisfério Norte. A situação se estende à soja, que registra o menor índice de comprometimento de vendas em três décadas. Em contraste, o milho apresentou uma leve recuperação no volume de comercialização, alcançando 800 mil toneladas semanais, embora os preços permaneçam fragilizados pela oferta abundante tanto na Argentina quanto no Brasil, segundo reportagem de Kylie Madry para a CNN.

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