INDICADORES DA INDÚSTRIA
Produção industrial recua na maioria das regiões mapeadas pelo IBGE
Dados da Pesquisa Industrial Mensal indicam retração em nove dos 15 locais pesquisados em maio de 2026. Setor enfrenta desafios de competitividade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) determinou, em análise publicada em 10 de julho de 2026, que a atividade fabril brasileira enfrentou uma retração disseminada. A decisão técnica de divulgar os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional revelou que, em maio de 2026, nove dos 15 locais pesquisados registraram queda na produtividade em comparação ao mês de abril, um indicador que impacta diretamente a geração de empregos e o poder de compra das famílias nessas áreas.
A queda nacional de 0,2% foi impulsionada por recuos expressivos em polos estratégicos. A Bahia liderou a lista de perdas com -8,9%, seguida por Mato Grosso e pela Região Nordeste, ambos com -3,2%. Outras unidades da federação também apresentaram resultados negativos, incluindo Minas Gerais (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-1,0%), Espírito Santo (-0,5%), Rio de Janeiro (-0,3%) e São Paulo (-0,1%). O cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao fomento da atividade produtiva local.
Em contrapartida, a resiliência industrial foi observada em seis estados que conseguiram ampliar sua produção no mesmo período. O Ceará destacou-se com um avanço de 3,2%, seguido por Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,7%). Os dados, de caráter informativo e finalístico, não permitem recursos, consolidando o diagnóstico sobre a instabilidade no desempenho do setor industrial brasileiro.
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