PETRÓLEO BRASILEIRO BATE RECORDE

Produção de petróleo atinge recorde de 3,7 milhões de barris por dia

Gráfico mostrando o aumento da produção diária de petróleo.
Recorde na produção de petróleo do pré-sal consolida a posição do Brasil no mercado global.

Produção recorde no pré-sal consolida Brasil como um dos maiores produtores globais e eleva o valor do barril brasileiro no mercado internacional.

A produção de petróleo no pré-sal brasileiro alcançou um marco histórico de 3,7 milhões de barris diários, evidenciando um crescimento superior a 12% em relação ao ano anterior. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, 24/06/2026, pela nova edição do Anuário do Petróleo no Rio, publicado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), destacam o desempenho notável do setor energético nacional.

Karine Fragoso, gerente-geral de petróleo, gás, energias e naval da Firjan, detalhou em entrevista ao CNN Money que os números apresentados no anuário concentram-se especificamente na produção originada no estado do Rio de Janeiro. "Esses 3,7 milhões de barris por dia é o que a gente vem alcançando hoje a partir do Rio de Janeiro", afirmou.

A especialista esclareceu que a produção brasileira total, quando combinada com gás natural, excede os 5 milhões de barris de óleo equivalente por dia. "A gente já está ali entre o sétimo e o sexto maior produtor de petróleo e gás conjugado", pontuou Fragoso. A ausência de instabilidade política, a robustez institucional e a inexistência de restrições logísticas significativas contribuem para a atratividade do Brasil, tanto para investimentos em produção quanto como fornecedor estratégico de óleo cru no mercado internacional.

O óleo extraído do pré-sal, caracterizado por ser mais leve e produzido com menor emissão de carbono, é negociado a um valor superior à média do mercado. "Se a gente está olhando para um Brent a 100, pode ter certeza que o preço que está sendo pago pelo óleo brasileiro é maior do que aquele valor ali", explicou Fragoso, demonstrando o valor agregado do produto nacional.

Apesar do desempenho recorde, Fragoso alertou para a necessidade de acelerar a descoberta de novas jazidas. O ritmo atual de consumo das reservas já comprovadas supera a velocidade de prospecção e comprovação de novas fontes. "A gente está acelerando o consumo dessas reservas já descobertas, já comprovadas, provadas, e não estamos acelerando na mesma velocidade na descoberta e na comprovação de novas reservas para o Brasil", alertou a gerente-geral.

Para garantir a continuidade do protagonismo brasileiro no setor, é fundamental expandir a exploração para outras bacias além das águas fluminenses. Fragoso também sublinhou a importância de um processo de licenciamento ambiental claro e previsível, essencial para que a indústria possa se planejar e responder de forma eficaz. O anuário aborda detalhadamente a nova lei ambiental e seus impactos no setor.

Rejeitando a ideia de antagonismo entre a expansão da produção de petróleo e a agenda de descarbonização, Fragoso defendeu a eficiência e a integração energética. "O petróleo tem aplicações que outros energéticos, que outros produtos não têm", argumentou, citando a petroquímica, os fertilizantes e a indústria do plástico como setores que dependem desse insumo. Ela ressaltou que diferentes fontes energéticas devem cooperar, citando exemplos como a energia solar e a eólica offshore em desenvolvimento no Rio Grande do Norte. "Eficiência energética, integração energética, uma fonte não pode ser inimiga da outra, elas têm que cooperar", concluiu.

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