REGISTRO SOB ANÁLISE

Procuradoria Regional Eleitoral pede impugnação de Fabiana Bolsonaro

Fabiana de Lima Barroso, conhecida como Fabiana Bolsonaro
A deputada Fabiana de Lima Barroso, conhecida como Fabiana Bolsonaro, teve sua candidatura questionada pela Procuradoria Regional Eleitoral.

Órgão argumenta que uso de nome de urna sem parentesco com Jair Bolsonaro pode induzir eleitor ao erro e desequilibrar a disputa eleitoral.

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo solicitou a impugnação do registro de candidatura à reeleição da deputada estadual Fabiana de Lima Barroso, registrada publicamente como Fabiana Bolsonaro. A medida visa impedir que o uso do sobrenome gere confusão sobre a identidade da parlamentar perante o eleitorado, visto que não existe vínculo familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi formalizada pela Procuradoria Regional Eleitoral, que sustenta a necessidade de preservar a integridade do processo democrático. Segundo o procurador Paulo Taubemblatt, a utilização do sobrenome por quem não pertence à família do ex-presidente da República, nem possui a nomenclatura em seu registro civil, apresenta risco de migração artificial de votos e potencial desequilíbrio no pleito.

O impacto jurídico desta medida é imediato, mas não definitivo. O PL, partido ao qual a deputada é vinculada, possui um prazo de sete dias para apresentar contestação aos autos. O caso remete a situações anteriores em que a Justiça Eleitoral barrou o uso de nomes de urna por considerar que tais artifícios induzem o eleitor a erro, descaracterizando a identidade real do candidato.

A trajetória da parlamentar na Alesp também é marcada por polêmicas passadas. Em um episódio notório, a deputada utilizou técnica de blackface para confrontar a deputada federal Erika Hilton, do PSol. Na ocasião, a defesa da parlamentar negou qualquer intenção discriminatória, classificando a acusação como uma tentativa de censura ao debate político. A assessoria da deputada foi procurada para comentar a atual impugnação e o espaço segue aberto para manifestação.

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