BOLSO APERTADO

Procon revela: Zona Sul de Natal tem combustíveis mais caros

Bomba de combustível com display de preço em um posto de gasolina.
Preços dos combustíveis variam significativamente entre as zonas de Natal.

Pesquisa de abril mostra gasolina a R$ 6,58 e diesel a R$ 7,22, com variação de até R$ 1,62.

O bolso do consumidor potiguar enfrenta um desafio maior na Zona Sul de Natal, onde um levantamento do Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, divulgado nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, apontou que a região concentra os preços médios mais caros para quatro dos seis tipos de combustíveis na cidade. A pesquisa, realizada em abril, revela que famílias e empresas que dependem de transporte na área arcam com custos significativamente mais altos para abastecer, impactando diretamente o orçamento e a economia local.

Na contramão, a Zona Norte de Natal emerge como a área com os menores preços médios, proporcionando um respiro financeiro aos seus moradores. O estudo do Procon Natal indica que nesta região a gasolina comum custa, em média, R$ 6,24, e o etanol, R$ 5,37. Já a Zona Oeste mantém-se competitiva em algumas categorias, enquanto a Zona Leste apresenta valores intermediários, com destaque para o Diesel Comum, que chega a R$ 7,17.

A análise detalhada aponta ainda que a Zona Norte não só oferece as menores médias, mas também abriga alguns dos postos com os preços mais acessíveis individualmente. No bairro Potengi, por exemplo, foram encontrados os menores valores para Gasolina Comum (R$ 5,94) e Etanol (R$ 5,14). Para o Diesel S-10, o preço mais baixo foi registrado nas Rocas, na Zona Leste, a R$ 6,47, enquanto o Diesel Comum (R$ 6,24) e o GNV (R$ 4,99) mais em conta foram identificados no bairro Igapó.

A flutuação de preços é notável e exige atenção do consumidor. A diferença entre o maior e o menor valor do Etanol chega a R$ 0,85 por litro. Para a Gasolina Comum, essa variação pode alcançar R$ 1,00. O Diesel S-10, por sua vez, apresenta a maior oscilação, com uma diferença de até R$ 1,62 entre o menor e o maior preço, o que representa um impacto de 25,04% no custo final. Essa disparidade evidencia a importância de pesquisar antes de abastecer para economizar.

O Núcleo de Pesquisa do Procon explica que o aumento no preço do Diesel, em particular, está atrelado a múltiplos fatores. Entre eles, destacam-se a política de preços das refinarias, os custos de distribuição e a carga tributária. O cenário internacional, com a cotação do petróleo, as decisões de países produtores e a valorização do dólar frente ao Real, também exerce influência direta e significativa nos valores praticados em todo o Brasil.

Preço médio dos combustíveis por região em Natal

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