EDUCAÇÃO PARA O FUTURO

Priscila Cruz: Educação é pilar do desenvolvimento e não apenas um direito

Priscila Cruz discursa no evento Brasil Adiante
Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos Pela Educação, defende que o investimento em educação seja visto como um pilar para o desenvolvimento nacional.

Cofundadora do Todos Pela Educação, Priscila Cruz ressaltou, nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, que a conexão entre ensino de qualidade e crescimento econômico precisa ser mais clara para agentes políticos. Ela participou do evento Brasil Adiante, promovido pelo Estadão.

A necessidade de demonstrar, de forma mais clara, a relação entre ensino de qualidade e desenvolvimento econômico foi o ponto central destacado por Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos Pela Educação, nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026. Durante o evento Brasil Adiante, ela ressaltou que muitos agentes políticos ainda não percebem a educação como um tema estratégico para o crescimento do País, tratando-a apenas como um direito.

"Precisamos fazer a conexão da educação com crescimento econômico, com empregos melhores, preparação para o mercado de trabalho", disse Priscila Cruz.

O Brasil Adiante, um projeto do Estadão, tem como objetivo apresentar propostas concretas para os principais problemas nacionais. O ciclo de debates se estenderá até o final de agosto, após o início da campanha eleitoral. As soluções elaboradas serão compiladas em um documento a ser entregue em novembro ao vencedor das eleições presidenciais, com o intuito de propor uma agenda integrada e executável para os primeiros 24 meses do próximo governo.

Priscila Cruz discursa no evento Brasil Adiante
Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos Pela Educação, defende que o investimento em educação seja visto como um pilar para o desenvolvimento nacional.

Para Priscila Cruz, o investimento em educação não deve ser encarado apenas como a garantia de um direito do cidadão, mas sim como um "pilar" essencial para o desenvolvimento de uma nação. "Nenhum país se arrependeu de priorizar a educação", afirmou a especialista, que também defendeu que a formação dos alunos seja voltada para as demandas da economia digital.

A presidente-executiva do Todos Pela Educação observou uma diminuição no interesse pelo tema educacional em comparação a anos anteriores. Segundo ela, pautas relacionadas à segurança pública têm dominado o debate político, gerando maior engajamento. "Esse é um ano em que estou sentindo menos interesse em educação", constatou.

Ao comentar o cenário educacional em São Paulo, Priscila Cruz mencionou a expansão das escolas cívico-militares como um exemplo de debate com forte componente político e ideológico. "Isso tem muito mais a ver com agradar uma parte do eleitorado do que melhorar a educação brasileira", avaliou. Para a especialista, discussões dessa natureza desviam a atenção de medidas com maior potencial de impacto na aprendizagem.

Premiações e incentivos para disseminar boas práticas

Na visão da especialista, é crucial criar mecanismos que valorizem gestores públicos capazes de entregar resultados e que ampliem a pressão sobre aqueles que não priorizam a educação. "Precisamos criar uma situação de constrangimento e valorização de quem faz", defendeu Priscila Cruz. Ela enfatizou que o Brasil depende excessivamente da qualidade dos que ocupam cargos de poder, argumentando: "Não podemos ficar simplesmente assistindo aquilo que acontece", ao defender a criação de premiações e incentivos para disseminar boas práticas.

Neste contexto, Priscila Cruz destacou que o Brasil tem aprimorado a qualidade da educação em ritmo acelerado, mas as políticas públicas mais eficientes concentram-se em poucos gestores públicos. Para que essas políticas se disseminem por todo o País, ela defende que os modelos com melhor desempenho sejam estimulados e premiados. "Temos que criar uma certa competição e fazer com que os entes da federação se sintam constrangidos em não fazer (investimento em educação)", afirmou.

Veja o cronograma do Brasil Adiante:

  • 27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento (veja como foi);
  • 11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde);
  • 23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado);
  • 19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade;
  • 27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;
  • Novembro: Entrega da agenda de soluções ao presidente eleito.

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