CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS
Associação astronômica em PE democratiza a ciência no interior do Nordeste
Projeto fundado em Arcoverde já permitiu que mais de 5 mil pessoas observassem o céu através de telescópios em sete estados da região.
A democratização do acesso ao conhecimento científico chegou a diferentes comunidades através da Associação Astronômica de Arcoverde, iniciativa que percorre o Nordeste levando telescópios para o público em geral. A decisão de expandir a atuação da ONG para além de Pernambuco foi tomada pelos fundadores com o objetivo de fomentar o interesse pela astronomia em locais desassistidos de grandes centros ou planetários.
A trajetória da organização teve início em 2020, quando os primos Marlon Tenório e Johnson Carvalho, moradores de Arcoverde, identificaram que o céu daquela região estava entre os melhores do Brasil para observações astronômicas. O que começou como reuniões informais na residência de um dos fundadores consolidou-se como uma instituição que hoje atua em parceria com prefeituras e outras ONGs.
Impacto social e educacional
Ao levar equipamentos ópticos diretamente às cidades, a associação busca não apenas o entretenimento, mas a formação de futuros pesquisadores. Segundo Marlon Tenório, diretor da instituição, a “interiorização” da ciência é fundamental para garantir que alunos sem acesso a grandes centros tenham a mesma oportunidade de encantar-se pelo cosmos. Até o momento, o projeto estima que mais de 5 mil pessoas já tenham participado das sessões de observação.
A estrutura da associação conta atualmente com três telescópios próprios, viabilizados através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de quatro equipamentos particulares. Com o apoio desses instrumentos, a equipe realizou registros recentes das chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas no final de julho.
Alcance e desafios
As ações da ONG já passaram por Pernambuco, Bahia, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Apesar do sucesso das atividades itinerantes, a Associação Astronômica de Arcoverde enfrenta desafios operacionais. Atualmente, o grupo é financiado por recursos próprios e busca estabelecer uma sede física e ampliar sua infraestrutura para, futuramente, expandir o alcance de suas atividades educacionais e integrar a astronomia de forma permanente na grade curricular das escolas nordestinas.
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