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Presidente Lula defende investimento estatal e critica espera por aval da Fazenda

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva falando em um evento oficial.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Palácio do Planalto.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumenta que esperar por "dinheiro sobrando" impede o avanço de obras e políticas públicas essenciais para a população.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta sexta-feira, 03/07/2026, que a espera por uma sinalização de disponibilidade financeira do Ministério da Fazenda e do Planejamento pode eternizar a falta de investimentos cruciais para o país. A declaração foi feita em um evento no Palácio do Planalto.

"Se eu esperar o meu pessoal da Fazenda e o meu pessoal do Planejamento dizer para mim: ‘olha, está sobrando dinheiro, vamos colocar na Educação’, a gente nunca vai investir. Porque nunca vai sobrar. Dinheiro público nunca sobra", disse o presidente. Ele ressaltou que o papel do Estado é precisamente aplicar recursos em projetos que tragam benefícios diretos à população, como infraestrutura e serviços sociais.

Essa fala do chefe do Executivo ocorre em um momento em que o Tesouro Nacional divulgou um relatório projetando um aumento na pressão fiscal nos próximos anos. O documento aponta que o arcabouço fiscal atual pode não ser suficiente para garantir o cumprimento das metas fiscais entre 2028 e 2030, indicando a necessidade de medidas adicionais para a sustentabilidade das contas públicas.

O Tesouro Nacional identificou um desafio estrutural nas finanças públicas: o crescimento das despesas obrigatórias em ritmo superior à capacidade de o governo gerar folga orçamentária. Despesas com Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão entre as que mais avançam, com projeções de aumentos significativos nos próximos dez anos. Esse cenário, somado a vinculações constitucionais e emendas parlamentares, tende a reduzir a margem de manobra do orçamento para investimentos e outras despesas discricionárias.

Contrastando com a análise do Tesouro, o presidente Lula defendeu que "dinheiro bom não é dinheiro guardado, é dinheiro investido em obra, educação, saúde, ferrovia, rodovia, hidrovia". Ele reafirmou a prioridade do governo em obras de infraestrutura e políticas públicas, mesmo diante de restrições fiscais.

Durante o evento, Lula também mencionou as restrições impostas pelo calendário eleitoral. Segundo ele, o governo deixará de realizar inaugurações oficiais até as eleições, mas continuará acompanhando o andamento de empreendimentos. "Agora a gente não pode inaugurar mais nada até as eleições. Embora não possa inaugurar, eu vou visitar muitas coisas que ainda tenho que visitar", afirmou.

As declarações foram dadas durante agenda que reforçou a defesa do investimento estatal como motor de crescimento econômico e geração de empregos, reiterando a importância de priorizar obras de infraestrutura e políticas públicas, mesmo em um contexto de desafios fiscais. Com supervisão de Felipe Pereira.

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