GOVERNO AGE RÁPIDO

Presidente Lula assina mais dois decretos para frear alta dos combustíveis

Presidente Lula discursando em evento da Petrobras.
Presidente Lula em evento da Petrobras em Sergipe, onde anunciou novas medidas. | Sérgio Lima/Poder360

Medidas visam estabilizar preços da Petrobras diante de conflitos internacionais. Detalhes das novas ações ainda são mantidos em sigilo.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, a assinatura de dois novos decretos destinados a conter a escalada nos preços dos combustíveis. A decisão surge em resposta à volatilidade do mercado de petróleo, intensificada pela guerra no Oriente Médio. As novas medidas buscam garantir a estabilidade da Petrobras, assegurando que a estatal possa manter preços competitivos sem sofrer prejuízos, uma intervenção crucial do Estado em momentos de crise."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Durante um evento em Sergipe, onde foram divulgados investimentos da Petrobras, o presidente dirigiu-se à presidente da estatal, Magda Chambriard, informando sobre a aprovação das novas ações. Lula revelou que, na quinta-feira, 28 de maio de 2026, formalizou os dois decretos, mas optou por não detalhar o conteúdo nem o cronograma de divulgação das iniciativas. Ele enfatizou que o papel do Estado é justamente atuar para proteger a Petrobras e a sociedade em cenários de instabilidade."}},{"type":"image","data":{"url":"https://static.poder360.com.br/2026/05/lula-petrobras-1-848x477.jpg","caption":"O presidente Lula disse que o governo planeja novas medidas para conter o preço dos combustíveis. | Sérgio Lima/Poder360","alt":"Presidente Lula em evento da Petrobras"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Essas novas determinações vêm em um contexto onde o governo já implementou outras ações para mitigar o impacto da alta do petróleo. Na quinta-feira, 28 de maio de 2026, a Petrobras já havia anunciado um reajuste de R$ 0,48 no preço do litro da gasolina A para distribuidoras. Esse ajuste, porém, foi parcialmente compensado por um desconto de R$ 0,44 por litro, proveniente de uma subvenção econômica anunciada pelo Planalto em 13 de maio. Sem o subsídio governamental, o aumento real teria sido de 17,12%, mas com a intervenção, ficou em 1,5%."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Lula destacou que as estratégias adotadas pelo governo desde o início da guerra no Oriente Médio, que opõe Estados Unidos e Irã, têm sido eficazes em segurar os preços. Ele mencionou a isenção de impostos federais e o subsídio a metade do ICMS estadual como ferramentas importantes para manter os combustíveis acessíveis no Brasil, posicionando o país como um dos que oferecem preços mais baixos em comparação internacional, graças à intervenção estatal."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro de 2026, o governo já havia editado três medidas focadas em produtores e importadores de diesel e uma para a gasolina, demonstrando uma atuação contínua para estabilizar o mercado energético."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em um aparte, o presidente criticou a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula argumentou que a ausência do Estado na cadeia de distribuição de combustíveis representa um prejuízo, especialmente em períodos de turbulência global. Ele questionou os benefícios obtidos pelo país com a venda da rede, que, em sua visão, poderia auxiliar o Brasil a navegar melhor pelas atuais crises internacionais."}}]}

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