SEGURANÇA

Lula pede ao presidente do Senado que paute a votação da PEC da Segurança Pública

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva falando em um evento.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento oficial.

Presidente apela ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para agilizar votação da PEC da Segurança Pública. Medida busca reforçar órgãos de segurança e combater o crime organizado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que solicitará ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que priorize a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A medida já obteve aprovação na Câmara dos Deputados e busca dar um passo decisivo no combate à criminalidade no país.

Em entrevista concedida na sexta-feira, 22 de maio de 2026, o presidente expressou sua expectativa: “Estou aguardando o Senado. Faço até um apelo ao presidente [Davi] Alcolumbre, coloque para votar a PEC da segurança, que esse país vai resolver definitivamente o problema de segurança”, declarou, destacando a urgência em sanar as deficiências do setor.

Luiz Inácio Lula da Silva também ressaltou os pilares do programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do governo federal que visa intensificar o enfrentamento a essas ações. “Nós estamos assumindo a responsabilidade de cuidar disso. A luta contra o crime organizado vai envolver R$ 11 bilhões, R$ 1 bilhão de investimento do governo federal, e R$ 10 bilhões de financiamento para os estados e as prefeituras, para que a gente possa dotar todo mundo dos instrumentos necessários para combater a violência”, explicou.

A PEC da Segurança tem como objetivo primordial reforçar a atuação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de viabilizar a criação de uma guarda nacional com capacidade de atuação profissional e estratégica. O presidente enfatizou a necessidade de “uma polícia profissionalizada com inteligência, para a gente tomar conta da bandidagem”, afastando a dependência de medidas como a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em situações pontuais.

O chefe do Executivo reconheceu a apreensão da população quanto à sensação de insegurança e pontuou que os esforços estaduais, embora importantes, nem sempre são suficientes. “Os estados, por mais que tenham esforço, não dão conta de combater a criminalidade. ora porque não leva muito a sério, ora porque os governadores reclamam que o bandido é preso, entregue pela Política Militar, e dois dias depois ele é solto”, admitiu.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, já aprovada pela Câmara dos Deputados, visa fundamentalmente conferir status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, instituído em 2018 por lei ordinária. A intenção é desburocratizar procedimentos que, atualmente, impõem barreiras à ação das autoridades e à integração entre a União e os entes federados na formulação e execução de políticas de segurança pública.

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