DEFESA DE SENADOR

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende Jaques Wagner e pressiona governo

Foto de Davi Alcolumbre.
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, em Brasília. Foto: Arquivo CNN.

Davi Alcolumbre se manifesta em favor de Jaques Wagner após operação da PF, acirrando tensão com o Palácio do Planalto e congelando pautas importantes.

Na segunda-feira, 22 de junho de 2026, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou apoio público a Jaques Wagner (PT-BA), senador que se tornou alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A iniciativa de Alcolumbre, conforme apurado pelo analista de Política da CNN Teo Cury, exerce pressão sobre o governo federal, exigindo uma definição sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado. A decisão de Alcolumbre de se posicionar antes de qualquer manifestação oficial do governo insere um novo elemento na complexa dinâmica política. Essa intervenção pública, segundo Teo Cury, ocorre para garantir o princípio da presunção de inocência, criticando a tendência de antecipar condenações.

O gesto de Alcolumbre acontece em um cenário de crescente tensão entre o Legislativo e o Executivo. Recentemente, o próprio Alcolumbre foi citado em reportagem da revista Veja em relação a supostas transferências de recursos, alegação que ele refutou veementemente. Sua defesa pública de Wagner, feita no Salão Verde da Câmara dos Deputados diante da imprensa, reforça a importância da presunção de inocência, um direito fundamental que visa garantir que nenhum indivíduo seja considerado culpado até que a sua defesa tenha sido devidamente apresentada e avaliada.

Ao se pronunciar, Alcolumbre buscou assegurar que o senador Jaques Wagner tenha a oportunidade de apresentar todos os esclarecimentos necessários para afastar qualquer suspeita que pese sobre ele. A declaração, capturada por Teo Cury, demonstra a crença de Alcolumbre na capacidade de Wagner em dissociar seu nome de qualquer ilícito.

As relações entre Alcolumbre e o governo federal têm sido marcadas por recentes atritos. O presidente do Senado foi figura chave na derrota de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e, nos últimos meses, tem se distanciado politicamente do Palácio do Planalto. Contudo, a defesa de Wagner revela que Alcolumbre mantém um canal de diálogo e uma relação cordial com o senador petista, o que confere ao seu pronunciamento um peso político considerável.

A analista de Política da CNN Isabel Mega observa que o apoio de Alcolumbre a Wagner pode ser interpretado como um sinal de reaproximação com a administração federal como um todo. Ela destaca que, embora Alcolumbre já tivesse demonstrado interesse em dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Palácio do Planalto parecia mais relutante em estabelecer um contato direto. A ação de Alcolumbre sinaliza uma possível abertura para o diálogo.

Um tema crucial que aguarda a retomada do diálogo entre Alcolumbre e o governo é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reformular a jornada de trabalho 6x1. Segundo Isabel Mega, a proposta encontra-se paralisada no Senado, sem perspectivas de avanço enquanto não houver um encontro entre o presidente Lula e o presidente do Senado. A ausência de despachos do presidente Davi Alcolumbre sobre o tema indica o congelamento da matéria. Embora exista a expectativa de uma reunião entre eles, nenhuma data havia sido definida até o momento, especialmente em virtude do recesso legislativo durante a Semana de São João, com a retomada das atividades prevista para a sequência.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário