TRANSPARÊNCIA URGENTE

Prerrogativas aciona PGR e PF por verbas de filme sobre Bolsonaro

Prerrogativas aciona PGR e PF por verbas de filme sobre Bolsonaro

Grupo de advogados quer rastrear R$ 134 milhões negociados para produção de "Dark Horse". Suspeitas de caixa paralelo e lavagem de dinheiro.

O grupo Prerrogativas acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, solicitando a apuração e o rastreamento financeiro das verbas destinadas à produção do filme "Dark Horse", uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A iniciativa mira esclarecer possíveis irregularidades na origem e destinação de recursos, levantando questionamentos cruciais sobre a transparência do financiamento político e a integridade de figuras públicas, um tema de alto impacto para a confiança cidadã.

Na notícia de fato protocolada, os advogados do Prerrogativas argumentam que, caso sejam identificados valores arrecadados fora da contabilidade oficial do filme, abre-se uma linha de investigação sobre diversas ilegalidades. Entre elas, citam possível caixa paralelo, simulação de finalidade, ocultação de benefícios finais, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica documental ou financiamento político não declarado. Tais práticas, se comprovadas, corroem a fé na democracia e na lisura das relações entre poder público e setor privado.

Este pedido surge após o vazamento de conversas que expõem uma negociação sensível. O áudio, divulgado pelo Intercept Brasil, revela o senador e pré-candidato à Presidência da República tratando de um repasse de R$ 134 milhões diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Essa transação, se não devidamente explicada, suscita sérias dúvidas sobre os bastidores da política e seus financiamentos.

O Prerrogativas busca a requisição de informações detalhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Banco Central e outros órgãos competentes em operações financeiras. Além disso, o grupo pede a adoção de medidas de cooperação internacional, caso transações em dólar sejam identificadas, reconhecendo a complexidade e o alcance transnacional que tais investigações podem assumir.

A urgência em desvendar o caso intensificou-se porque, na última quinta-feira, 14 de maio de 2026, a Polícia Federal já havia iniciado uma nova frente de investigação. O objetivo é apurar se o montante solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro serviria para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A suspeita ganhou força após envolvidos na produção do filme "Dark Horse" negarem ter recebido recursos do Banco Master.

Segundo a PF, uma cifra de US$ 2 milhões – equivalente a cerca de R$ 10 milhões – teria sido transferida para um fundo no Texas, denominado Havengate Development Fund LP. Um dos responsáveis legais por este fundo é, coincidentemente, o advogado de Eduardo Bolsonaro, detalhe que adensa as suspeitas e exige uma investigação minuciosa para restaurar a clareza e a responsabilização.

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