INVESTIGAÇÃO CRÍTICA
Prefeitura de Itapeva e Polícia Civil investigam morte de homem agredido na UPA
Homem de 60 anos, encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por agitação, morreu após conflito e alegadas agressões por guardas civis. Prefeitura e Polícia Civil apuram as circunstâncias.
A Prefeitura de Itapeva (SP) e a Polícia Civil apuram as circunstâncias da morte de um homem de 60 anos, ocorrida após um conflito e supostas agressões dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local. A decisão de investigar foi tomada pelas autoridades municipais e pela Polícia Civil assim que tomaram conhecimento dos fatos. O caso ganhou relevância devido ao impacto na dignidade do cidadão e à necessidade de esclarecer a conduta de agentes públicos em uma unidade de saúde. A investigação busca determinar se a violência empregada pelos guardas civis contribuiu para o agravamento do quadro clínico que levou ao óbito.
Segundo informações da prefeitura, o homem, que apresentava quadro de agitação e confusão mental, estava sendo acompanhado pela Polícia Militar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o avaliou e o encaminhou à UPA para receber atendimento médico. Ao dar entrada na unidade, durante a triagem, um conflito se instaurou entre o paciente e profissionais de enfermagem. Por essa razão, a Guarda Civil Municipal foi acionada e, conforme a prefeitura, o homem foi contido pelos guardas, com a ocorrência de possíveis agressões.
A administração municipal informou que o quadro clínico do indivíduo se deteriorou após o incidente. Ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Após ser estabilizado pela equipe médica, foi transferido para a Santa Casa de Itapeva, onde, apesar da internação, não resistiu e faleceu. A Prefeitura de Itapeva ressaltou a instauração de um inquérito policial para apurar todas as causas e circunstâncias que precederam o óbito. A nota oficial da prefeitura esclarece que, ao tomar ciência dos fatos, "determinou o imediato encaminhamento do caso à Polícia Civil para a adoção das medidas cabíveis".
A apuração do caso está sendo conduzida pela Delegacia Seccional de Itapeva. No momento, não há informações sobre os procedimentos de velório e sepultamento do homem.
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