ALIMENTO EM RISCO

Preço de alimentos empurra famílias a insegurança alimentar, revela pesquisa do Federal Reserve

Família em cozinha com mesa vazia indicando falta de alimentos.
O aumento dos preços dos alimentos tem levado mais famílias americanas a enfrentar dificuldades para garantir comida, aponta pesquisa do Fed de Nova York.

Nova análise do Fed de Nova York aponta aumento "notável" na dificuldade de famílias americanas em garantir comida na mesa, com impacto direto na confiança do consumidor.

[ { "type": "paragraph", "props": { "content": "O preço elevado dos alimentos está empurrando um número cada vez maior de famílias americanas para a insegurança alimentar, conforme revelou uma nova pesquisa do Federal Reserve de Nova York nesta quinta-feira, 28/05/2026. A dificuldade em garantir comida na mesa, que aumentou "notavelmente" nos últimos anos, pode ser um dos fatores que explicam a baixa confiança do consumidor nos Estados Unidos, mesmo diante de indicadores econômicos que permanecem relativamente resilientes." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "A análise, que atualizou dados de 2020 sobre os efeitos financeiros da pandemia, utilizou informações recém-coletadas da Pesquisa de Expectativas do Consumidor. Os pesquisadores constataram que uma parcela maior de americanos se tornou mais vulnerável à insegurança alimentar. Isso se manifesta na dificuldade para conseguir alimentos, na perda de refeições ou na necessidade de recorrer a doações de alimentos e assistência nutricional federal." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": ""Constatamos um aumento notável na insegurança alimentar, particularmente entre famílias de baixa renda e com menor escolaridade, bem como entre aquelas com crianças pequenas", afirmaram os pesquisadores do Fed de Nova York na quarta-feira (27). Esses mesmos grupos também relataram um aumento no pessimismo em relação ao seu bem-estar financeiro." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "A associação entre o aumento da insegurança alimentar e o pessimismo financeiro, embora não necessariamente causal, sugere uma explicação para a baixa confiança do consumidor nos Estados Unidos. Essa dinâmica é frequentemente descrita como uma economia em "formato de K", caracterizada por uma crescente desigualdade nos resultados econômicos." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "Os pesquisadores do Fed de Nova York apontaram que a maior pressão financeira, resultante do alto custo de vida e do fim dos auxílios emergenciais da pandemia – como a expansão dos benefícios do Supplemental Nutrition Assistance Program –, tem renovado as preocupações com a segurança alimentar, especialmente para as famílias com menor poder aquisitivo." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "Os dados divulgados na quarta-feira (27) mostram um cenário preocupante: em fevereiro de 2026, 10% das famílias entrevistadas relataram não ter comida suficiente em casa, um aumento significativo em comparação com os 4% registrados em junho de 2020. A proporção de pessoas que dependem de doações de alimentos subiu de 10,6% para 15,8%, e o número de beneficiários do Supplemental Nutrition Assistance Program saltou de 10,6% para 17,9%. Além disso, mais de um terço dos entrevistados (36,8%) precisou usar suas economias para cobrir despesas básicas, contra 21,8% em 2020." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "É importante notar que os dados coletados pela pesquisa do Fed de Nova York foram obtidos antes da escalada das tensões entre EUA e Israel contra o Irã. Esses eventos posteriores desencadearam uma crise no fornecimento de petróleo, impactando diretamente os preços da gasolina e agravando ainda mais as preocupações com a acessibilidade financeira para os americanos." } } ]

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