EXPORTAÇÃO DE ANIMAIS VIVOS

Porto de Natal obtém autorização para exportar animais vivos e projeta movimentação de R$ 2 bilhões

Guilherme Saldanha, secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, em entrevista.
Guilherme Saldanha, secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, apresentou a estimativa de movimentação econômica.

A decisão habilita o terminal potiguar para o comércio internacional, com expectativa de primeira remessa para o Líbano nas próximas semanas. O setor de corte do Rio Grande do Norte visa alcançar mercados muçulmanos e árabes, gerando empregos e impulsionando a economia estadual. A autorização segue rigorosos protocolos sanitários e de bem-estar animal.

A decisão que habilita o Porto de Natal para a exportação de animais vivos, permitindo que o terminal potiguar opere nesse tipo de comércio internacional, foi anunciada nesta quarta-feira, 08/07/2026. A autorização partiu do Ministério da Agricultura e Pecuária, com o objetivo de impulsionar a economia do Rio Grande do Norte, que poderá movimentar até R$ 2 bilhões. A medida é considerada crucial para ampliar as oportunidades da pecuária de corte no estado e inseri-lo em mercados globais estratégicos. O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, apresentou a estimativa durante entrevista ao programa Boa Tarde Band, da Band RN. A iniciativa representa um marco para o estado, que se torna o 11º no Brasil a contar com fazendas autorizadas para realizar procedimentos essenciais como quarentena, certificação sanitária e preparação dos animais antes do embarque. O Porto de Natal se junta agora a outros três terminais brasileiros habilitados para a exportação de animais vivos, localizados no Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul. A expectativa do governo estadual é que a primeira exportação ocorra nas próximas semanas, com o envio de aproximadamente 3,3 mil bovinos para o Líbano. A localização estratégica do Porto de Natal, situado no estuário do Rio Potengi, em uma área considerada mais protegida para o embarque, é um dos fatores que favorecem a atividade. O objetivo é "estartar essa atividade, gerando mais emprego, oportunidades para todo o setor da bovinocultura de corte dentro do estado do Rio Grande do Norte", declarou o secretário. A autorização foi concedida após inspeções rigorosas conduzidas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional, que avaliou os critérios sanitários, estruturais e operacionais exigidos pelo Ministério da Agricultura. Com a certificação, o Porto de Natal poderá realizar embarques de bovinos, ovinos, equinos e suínos para o mercado externo. Em relação às preocupações com o bem-estar animal, Guilherme Saldanha assegurou que os protocolos envolvem todas as etapas do processo, desde o manejo nas propriedades rurais e o transporte terrestre até a quarentena e a viagem internacional. "Nós não queremos jamais que ocorra, em nenhuma das etapas do processo, seja dentro das fazendas, seja no transporte das fazendas para o Porto de Natal, seja no transporte do porto para o porto de destino, nenhum fato, nenhuma ocorrência de bem-estar animal", afirmou o secretário, destacando que o aumento das exigências internacionais pode se tornar um diferencial para os exportadores brasileiros. A nova atividade é vista pelo governo estadual como um meio de ampliar a participação do Rio Grande do Norte no comércio exterior, estimular investimentos privados e fortalecer o Porto de Natal como um corredor de exportação no Nordeste do Brasil.

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