MERCADO E CONSUMO

E-commerce no Brasil fatura R$ 208 bi com alta de 16,9% no primeiro semestre

Gráficos de análise de vendas do e-commerce brasileiro.
O setor de e-commerce brasileiro apresentou crescimento no primeiro semestre, impulsionado por diversos segmentos de consumo.

Dados da Confi e E-commerce Brasil apontam recorde de 756 milhões de pedidos, impulsionados pela Copa do Mundo e pelo setor de saúde.

O setor de e-commerce no Brasil consolidou uma trajetória de expansão ao registrar um faturamento de R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, conforme revelado em estudo da Confi em parceria com o E-commerce Brasil, divulgado nesta terça-feira (28). O desempenho representa uma alta de 16,9% na comparação com o mesmo período de 2025, evidenciando a força das compras digitais na economia nacional.

Os dados do relatório "Da Compra à Confiança — Panorama do e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026" indicam que, entre janeiro e junho, o varejo online contabilizou 756,7 milhões de pedidos, um crescimento expressivo de 34,8%. Embora o volume de transações tenha subido, o ticket médio sofreu uma retração de 13,3%, situando-se em R$ 275,50. Segundo Pedro Chiamulera, CEO da Confi, essa mudança reflete uma alteração na dinâmica de consumo, com o comprador optando por cestas menores por pedido.

No recorte por segmentos, o setor de saúde destacou-se como o de maior crescimento, com alta de 45,8%. O avanço foi puxado pela procura por canetas emagrecedoras, que movimentaram R$ 6,1 bilhões — um salto de 213%. O ranking das categorias mais representativas segue com moda e acessórios (R$ 19,3 bilhões), seguido por eletrodomésticos, saúde, eletrônicos e telefonia.

Outro impulsionador relevante foi a Copa do Mundo. TVs de tela grande e vestuário esportivo lideraram as buscas, com as camisas da seleção brasileira alcançando quase 50% de participação nas vendas do setor de vestuário esportivo após o lançamento oficial. A demanda por colecionáveis, como álbuns e figurinhas, também injetou dinamismo ao e-commerce.

Com perspectivas otimistas, o relatório projeta um segundo semestre ainda mais aquecido, com previsão de R$ 254 bilhões em faturamento. Caso a projeção se concretize, o setor deve encerrar o ano com um faturamento total de R$ 462,5 bilhões, totalizando um incremento de 18,6% em relação ao ano anterior.

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